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SP deve ganhar 2 aeroportos privados
11/08/2012

 

Decreto que regula a exploração comercial de pistas para aviação executiva pode ser assinado na próxima semana

 

Com crescimento da frota particular, donos de aviões enfrentam falta de hangar e de horários nos aeroportos

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

A região metropolitana de São Paulo deve ganhar pelo menos dois aeroportos dedicados à aviação executiva até a Copa de 2014.


Os investimentos devem ser acelerados a partir da assinatura, na próxima semana, de um decreto presidencial que vai regulamentar a exploração privada de aeroportos para uso exclusivo da chamada aviação geral.


O Brasil já possui a segunda maior frota de aeronaves particulares, atrás dos EUA. Nos últimos anos, porém, o aumento da frota, em especial de jatinhos, cujos preços variam de US$ 2 milhões a US$ 60 milhões, tem dado dor de cabeça aos proprietários: faltam hangares para estacionar e horário para pouso e decolagem nos aeroportos.


Para dar conta da demanda da aviação regular, a Infraero vem limitando o número de slots (espaço para pouso e decolagem) para a aviação executiva, principalmente em Congonhas. Com o Campo de Marte, na zona norte da capital, saturado, o crescimento tem se espalhado por Jundiaí e Sorocaba.


Há anos a iniciativa privada pressiona pela regulamentação da exploração comercial de aeroportos, sob o regime de autorização. As empresas já estavam tocando projetos.


Na próxima semana, a JHSF, construtora do shopping Cidade Jardim, apresenta na Labace, feira de aeronaves executivas que acontece em São Paulo, o projeto de seu aeroporto de luxo, cujo investimento é estimado em R$ 700 milhões.


Localizado em São Roque, a 62 km da capital, o aeroporto terá uma pista de 2.800 m, maior que a de Congonhas (1.940 m), e abrigará uma "universidade do ar".


"O projeto é para um aeroporto internacional e vamos inaugurar antes da Copa", diz o diretor de novos negócios da JHSF, Humberto Polatti.


Concorre com esse empreendimento um projeto dos empresários Fernando Botelho Filho e André Skaf, que planejam um aeródromo de menor porte em Embu-Guaçu, próximo ao rodoanel.


Outros aeroportos que servem à capital também estão recebendo investimentos. A Embraer investirá US$ 25 milhões em um centro de manutenção, sala VIP e aluguel de hangares em Sorocaba.


Fonte: Folha de S.Paulo/Mercado