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TIM deixará de cobrar após queda de linha
16/08/2012

 

Operadora se antecipa a regra que a Anatel anunciou anteontem e que ficará em consulta pública pelo prazo de 10 dias

 

Fim da cobrança por ligação refeita em até dois minutos começará em seis Estados na próxima quarta-feira

DE BRASÍLIA

Em um esforço para preservar a imagem da empresa, a TIM se antecipou à medida da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e prometeu dar início, na próxima semana, à política de não cobrar pelas chamadas refeitas após queda da ligação.


Na semana passada, a Folha divulgou relatório da Anatel que acusava a empresa de interromper de propósito as ligações para ampliar o faturamento. A TIM nega.


Anteontem, a Anatel anunciou que, pelos próximos dez dias, ficará disponível para consulta pública medida que prevê tolerância de dois minutos para que chamadas interrompidas, por qualquer motivo, sejam reestabelecidas sem ônus aos usuários.


A TIM foi a única operadora a se manifestar e defendeu a proposta. A empresa prevê que a novidade seja implementada inicialmente em seis Estados (Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí) a partir de quarta-feira.


"Precisamos instalar plataformas complexas, mas essa medida já estava no nosso plano de ação para melhoria da qualidade, que foi entregue à Anatel", disse o diretor de Assuntos Regulatórios da operadora, Mario Girasole.


Segundo o diretor, a implementação em todo país levará apenas algumas semanas.


"O sistema é todo automático e o cliente não precisa fazer nada", disse o diretor.


Especialistas acreditam que a operadora será a principal afetada pela regra, mas a TIM defende que não haverá impacto no orçamento.


Documento da Anatel estimou que, em um único dia, a operadora gerou faturamento extra de R$ 4,3 milhões ao "derrubar" 8,1 milhões de ligações.


"Acreditamos que a queda de chamada não significa receita, mas perda de cliente", afirmou Girasole.


"Prejuízos à imagem não têm correlação com queda nos lucros ou redução do quadro de funcionários. Nossa capacidade de inovar é que nos torna competitivos."


Fonte: Folha de S.Paulo/Mercado