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Brasil é o país emergente mais caro para negócios
26/09/2012

 

Custos para as empresas no país são apenas 7% menores do que nos EUA

 

China e Índia são os países mais baratos, com valores cerca de 25% menores do que nos Estados Unidos

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

O Brasil é o país mais caro para se fazer negócios dentre os países emergentes e exibe custos similares aos das principais economias maduras, apontam dados de um estudo da consultoria KPMG.


"Alternativas Competitivas" compara a estrutura de custos para as empresas em 14 países, levando em conta questões tributárias, trabalhistas, aluguéis e custo de capital, entre outras.


O estudo também compara 19 setores, de manufatura de automóveis e processamento de alimentos à produção de videogame. Em todos o Brasil é o mais caro dentre os emergentes.


Tomando a estrutura de custos dos Estados Unidos como base, o estudo da consultoria mostra que, de modo geral, fazer negócios no Brasil é só 7% mais barato.


A China, país mais barato para se fazer negócios dentro do universo pesquisado, tem uma estrutura de custos 25,8% mais barata do que a dos EUA. Em seguida vêm Índia (25,3%) e México (24,53%). Só são mais caros que os EUA a Alemanha (0,1%), a Austrália (3,7%) e o Japão (9,5%).


Considerando apenas o setor automotivo, o Brasil é 5,4% mais barato do que os EUA, enquanto o México é 13% mais barato.


Em termos de impostos e tributos, o Brasil é 43% mais caro que os EUA, ficando em 11º lugar.


Para a KPMG, o fato de o Brasil ser "reconhecido como emergente" e ter custo tributário maior do que economias maduras é "um enigma".


Mas a situação brasileira é ainda pior quando se analisam incentivos tributários ou impostos sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), fundamentais para garantir a competitividade futura da indústria.


O Brasil é o país que menos oferece incentivos para P&D dentre os países pesquisados.


Considerando todos os custos envolvidos em P&D, incluindo salários de profissionais qualificados, o Brasil é o sétimo mais caro. Os dados do país foram convertidos para o dólar a R$ 1,80.


Fonte: Folha de S.Paulo/Mercado