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Sete milhões votarão com sistema biométrico
3/10/2012

 

Em Alagoas e Sergipe a identificação dos eleitores em todas as urnas será realizada por meio da impressão digital

 

Escolhidos para usar o modelo biométrico cadastraram antes suas impressões digitais nos cartórios eleitorais

DE BRASÍLIA

Mais de 7 milhões de brasileiros vão votar no domingo em urnas eletrônicas com sistema biométrico, que permite a identificação do eleitor com impressão digital.


O número representa 5,5% do total de 138,7 milhões de eleitores que vão escolher seus prefeitos e vereadores.


Os escolhidos para usar o modelo biométrico cadastraram previamente suas impressões digitais nos cartórios eleitorais de seus Estados depois de receberem comunicado da Justiça Eleitoral. Só Alagoas e Sergipe terão todas as urnas com o sistema biométrico. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a implantação do sistema neste ano custou R$ 27,9 milhões para os cofres públicos.


Pelo modelo, o eleitor coloca sua digital em um leitor acoplado à urna que faz a sua identificação. A urna é liberada para o voto depois que a digital confere com aquela que consta no banco de dados da Justiça Eleitoral. O leitor digital fica em poder do mesário da sessão.


O TSE ainda não dispensou o eleitor de levar o título e um documento com foto mesmo nas localidades onde a votação será por meio da urna biométrica. A meta da Justiça Eleitoral é disponibilizar o novo sistema em todo o país somente em 2018.


Quando o uso da urna biométrica for universal, o tribunal afirma que a impressão digital será o único instrumento necessário para o eleitor exercer o direito do voto. A cada eleição o TSE vai adquirir urnas para ampliar o modelo gradativamente.


No pleito de domingo, o sistema biométrico será usado em 229 municípios de 24 Estados. Em São Paulo, quatro cidades vão adotar o modelo: Sales de Oliveira, Nuporanga, Jundiaí e Itupeva.


O TSE diz que o novo modelo aumenta a segurança da votação, uma vez que a urna só é liberada após a confirmação da impressão digital.


O objetivo da Justiça é reduzir as tentativas de fraude ao buscar no banco de dados a impressão digital dos eleitores. Outra vantagem, segundo o tribunal, é acelerar o processo da votação -uma vez que o mesário não terá que conferir toda a documentação do eleitor futuramente.


Nas eleições de 2008 e 2010, o modelo das urnas biométricas foi implantado de forma experimental pela Justiça Eleitoral. Os Estados do Amazonas, de Roraima e o Distrito Federal ainda não iniciaram o recadastramento dos eleitores para dar início ao uso da biometria.


Nos demais Estados, há pelo menos um município que vai adotar o modelo no domingo.


(GABRIELA GUERREIRO)


Fonte: Folha de S.Paulo/Poder