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Ministros deixam gabinetes em Brasília para fazer campanha
3/10/2012

 

Ao menos 10 deles entram em férias-relâmpago para ajudar candidatos na reta final da eleição

 

BRENO COSTA
ERICH DECAT
DE BRASÍLIA

Ao menos dez ministros deixarão seus gabinetes e participarão de campanhas de aliados nesta última semana do primeiro turno das eleições. A caravana ministerial representa mais de um quarto das 38 pastas.


Alguns estão com o paletó pendurado desde sábado: os petistas Aloizio Mercadante (Educação) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais), além do peemedebista Garibaldi Alves (Previdência).


Outros três ministros entram em férias-relâmpago a partir de hoje: Aldo Rebelo (Esporte), Gastão Vieira (Turismo) e Maria do Rosário (Direitos Humanos).


Esses ainda terão tempo de participar de comícios e pedir voto para seus aliados. Isso porque a legislação eleitoral determina que, a partir de sexta-feira, é proibida a realização desse tipo de evento.


Desse dia em diante, está permitida somente a realização de carreatas e passeatas. Os discursos para multidões estão vetados.


Outros quatro ministros já informaram que deverão sair de Brasília entre quinta à noite e sexta-feira. São eles Brizola Neto (Trabalho), Marcelo Crivella (Pesca), Mendes Ribeiro (Agricultura) e Paulo Bernardo (Comunicações).


Dois não informaram à Folha a programação para a semana pré-eleição: Aguinaldo Ribeiro (Cidades) e Marta Suplicy (Cultura). Os restantes disseram que não voltarão para suas bases eleitorais durante a semana.


Alguns ministros, no entanto, já vinham fazendo campanha por seus candidatos nas últimas semanas, aproveitando folgas e finais de semana.


É o caso, por exemplo, de Paulo Bernardo e sua mulher, Gleisi Hoffmann (Casa Civil), que têm percorrido palanques no Paraná.


Ideli também tem feito viagens frequentes para Santa Catarina, e Fernando Bezerra (Integração Nacional) faz campanha para o filho em Petrolina (PE).


O código de conduta da administração federal permite que ministros participem de atos eleitorais, desde que isso não prejudique suas atribuições oficiais ou que eles se valham de viagens a trabalho para fazer campanha.


Fonte: Folha de S.Paulo/Poder