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Fiscalização da lei seca não é como deveria, diz especialista
16/02/2012

 

Análise de Mauro Ribeiro - presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet)


SÃO PAULO - A fiscalização da lei seca não é aplicada como deveria. Ela não passa de uma percepção de fiscalização. Como fica muito abaixo do índice que deveria ter, passa muito mais uma sensação de impunidade.


Isso, aliado à melhoria das condições econômicas do País - em que há mais pessoas dirigindo e maior consumo de álcool -, reflete-se em um aumento da frequência de direção sob efeito de álcool.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe que um em cada três motoristas seja fiscalizados por ano. Em São Paulo, que tem algo em torno de 6 milhões de motoristas, precisaríamos de 2 milhões de abordagens por ano - ou 180 mil por mês. Não estamos nem perto disso.


Evidentemente, não é preciso só fiscalizar. Também é preciso relatar as condições encontradas, processar, julgar, punir e certificar o cumprimento da pena. Aí teríamos o círculo da lei completo - e poderíamos avaliá-la. As abordagens da Polícia Militar são em quantidade ínfima. Ela tem preparo e tecnologia para aumentar isso. Mas não tem estrutura.