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Lei seca derruba número de mortos e feridos no trânsito
26/02/2013

 

Queda dos crimes sem intenção foi a melhor notícia nas estatísticas de segurança pública divulgadas pelo governo do Estado

 



25 de fevereiro de 2013 | 23h 30







Bruno Paes Manso - O Estado de S.Paulo



SÃO PAULO - O endurecimento da lei seca, que passou a vigorar em janeiro
deste ano, já produziu resultados importantes na queda da violência no trânsito.
No mês passado, a cidade registrou 44 homicídios culposos por acidente de
trânsito, número 29% menor do que o registrado no mesmo período de 2012. As
lesões culposas por acidente de trânsito também caíram - 5,7%, com registro de
1.836 dos casos.


A queda nos casos de crimes culposos, quando o autor não tem a intenção de
provocar o dano, foi a melhor notícia nos dados de segurança pública
divulgados na segunda-feira, 25, pelo governo. Além dos casos de trânsito, com
a lei seca também caíram os homicídios culposos. Foram apenas três casos na
capital, enquanto janeiro do ano passado registrou 33 ocorrências.


A mesma tendência é verificada no Estado. A redução nas mortes por acidente
de trânsito chegou a 12,9%, com 290 ocorrências. A lei seca ainda derrubou os
homicídios culposos, que passaram de 51 para 16 casos.


No dia 20 de dezembro, a presidente Dilma Rousseff sancionou a nova lei que
tornava mais rígida a fiscalização de motoristas que bebem antes de dirigir.
Apesar de a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentando
as mudanças e determinando o valor da multa só ter sido publicada em 29 de
janeiro, a repercussão da medida levou à intensificação das blitze policiais.


Drogas. Dados que medem a atividade da polícia também
registraram números mais baixos em janeiro em relação ao mesmo período do ano
passado. Foi o caso dos flagrantes de entorpecentes na capital. Em janeiro de
2012, teve início a Operação Cracolândia, que fez aumentar os flagrantes de
droga principalmente na região central. As 735 ocorrências registradas naquele
mês baixaram 9,8% e ficaram nos 663 casos em janeiro deste ano.


Na avaliação de Luciana Guimarães, diretora da ONG Sou da Paz, apesar da
piora nos dados de criminalidade, ainda faltam ferramentas que permitam avaliar
a política de segurança pública de maneira mais aprofundada. Ela cita a falta de
indicadores para medir o trabalho da Polícia Civil como uma das principais
lacunas. "A gente não sabe quantos inquéritos são esclarecidos nem o total de
roubos e homicídios desvendados", afirma.


Fonte: Estadão.com.br