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Museu de Arte do Rio atrai 3 mil pessoas no primeiro dia de exposição grátis
06/03/2013

 




05.03.2013 - 21h37 |
Atualizado em 05.03.2013 - 22h04


Maquete mostra Museu de Arte do Rio, inaugurado
na última sexta (1º) (foto: Porto Maravilha / Divulgação)

Rio de Janeiro - O Museu de Arte do Rio (MAR), na zona portuária da capital
fluminense, abriu hoje (5) as portas ao público com entrada grátis, exibindo
quatro mostras com o tema Arte e Sociedade.


Inaugurado na última sexta-feira (1º), pela presidenta Dilma Rousseff, o MAR
é parte das obras de revitalização da região do Porto Maravilha. O museu tem
como princípio integrar a cultura e a educação de qualidade e já tem um acervo
próprio em torno de 3 mil obras, entre as quais estão 1.200 aquarelas de
Santiago Calatrava e mil livros de vários artistas. Em seu primeiro dia, as
exposições atrairam cerca de 3 mil visitantes, segundo o diretor executivo do
MAR, Luiz Fernando de Almeida. As mostras devem ficar em cartaz até julho deste
ano.


De acordo com Almeida, um dos destaques é a exposição O Abrigo e o
Terreno- Arte e Sociedade no Brasil
, que apresenta um conjunto de livros
que dão forma à favela carioca. A parceria com os moradores do Morro da
Providência faz parte da mostra, que busca a clarividência do espaço urbano da
cidade.


“Diferentemente dos outros museus, o MAR tem um programa educativo, não se
restringe a um ponto secundário. As exposições são pensadas sobre a ótica da
arte e da cultura como parte do processo de inclusão no espaço urbano. O MAR é
um museu que, metaforicamente, se relaciona com o mar e o porto e complementa a
paisagem”, afirmou o diretor executivo do museu.


Mais três exposições estão incluídas no circuito. O Rio de Imagens: Uma
Paisagem em Construção
, que reúne fotografias, pinturas, esculturas, mapas,
peças de design e mais 400 ornamentos do século 19. Além disso, a
mostra tem obras dos artistas Burle Marx, Ismael Nery e Tarsila do Amaral, sob a
curadoria de Carlos Martins e Rafael Cardoso.


No segundo andar, está sendo exibida a coleção do marchand Jean
Boghici, com obras que reúnem artistas nacionais e internacionais, entre eles
Tarsila do Amaral e Victor Brecheret, em uma seleção caracterizada pela pintura
espontânea, a abstração informal e construtiva, sob curadoria de Leonel Kaz e
Luciano Migliaccio. Já no primeiro andar, a mostra: Vontade
Construtiva
, de Sérgio Fadel, apresenta o construtivismo de vanguarda de
1960 e 1980.


Para a arquiteta boliviana Hilda Serrano, há 51 anos no Brasil, o museu
adotou uma concepção positiva da história da cidade. “Era necessário ter um
museu desse porte, porque nos mostra a realidade do Brasil. Um exemplo, a visão
do Rio antigo com o hoje, achei interessante. Na sala, também é apresentado o
vídeo sobre a história antiga. Já a favela faz a parte da paisagem recente, pois
antes, não tinha favela. Então, resgatar a história é importante contar para
quem chega, no Rio", disse Hilda, uma das visitantes do primeiro dia.


Almeida adiantou que a próxima exposição vai ser pautada nas obras de um dos
principais arquitetos do século 20, o franco-suiço Le Corbusier, que faleceu em
1965. O museu também vai expor a história e obra da cantora Josephine Baker,
falecida em 1975 e considerada a primeira grande estrela negra das artes
cênicas.


O MAR funciona de terça a domingo, das 10h às 17h. Às terças-feiras, a
entrada é gratuita para o público em geral.


Edição: Lana Cristina



  • Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

Fonte: Agência Brasil de Comunicação