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Amor pelos livros move bibliotecários da BSP
13/03/2013

 

Profissionais da Biblioteca de São Paulo trabalham para despertar interesse pelos livros nos visitantes do local

 





Ter, 12/03/13 - 17h32



 



 



Facilitar o acesso à informação. Essa é a principal
função dos bibliotecários, cujo dia comemora-se nesta terça, 12 de março. A
data foi instituída por decreto em 1980, por ser também data de nascimento do
poeta, bibliotecário e escritor Manuel Bastos Tigre.



 



 



Efemérides à parte, os bibliotecários nutrem em
comum o amor pelos livros e pela leitura. Assim é Sueli Marcondes Motta,
bibliotecária e diretora-interina da Biblioteca de São Paulo. Na profissão há
mais de 20 anos, ela se orgulha de ter escolhido a formação. "Foi a
decisão mais acertada que já tomei. É muito gratificante ver as crianças lendo,
sentadas no chão, ser parada pelo público de alta vulnerabilidade que deseja
ler um trecho de um livro para você", orgulha-se.



 



Sueli fala do trabalho como quem escreve poesia,
soltando o riso na voz. "Apesar de a leitura não ser uma necessidade
básica, ela alivia a alma. Sinto um alívio ao ver as cenas cotidianas aqui da
Biblioteca de São Paulo", conta.



 



No espaço, os bibliotecários fazem mais que
catalogar os livros e coloca-los à disposição dos "sócios", como são
chamados os leitores cadastrados. Os cinco profissionais especializados
preocupam-se em disponibilizar os títulos de forma atrativa e, mais do que
isso, em dialogar com os visitantes.



 



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Biblioteca de São Paulo oferece
muito mais do que livros



 



"A rotina dos bibliotecários consiste também
em ouvir a comunidade, para compor o desenvolvimento do acervo junto aos
usuários", explica Sueli. De acordo com a diretora, os bibliotecários
também são incumbidos de "vestir" a biblioteca para os usuários.
"Se temos um evento com Ignácio de Loyola Brandão, os livros dele precisam
estar disponíveis", exemplifica.



 



Best-sellers



 



A diretora fala também da polêmica em torno dos
best-sellers, tidos por alguns críticos como literatura
descartável. "Os
bibliotecários e o 'mundo que escreve' têm outra visão. Quando entra aqui
criança lendo gibi é um começo, as literaturas [tidas como descartáveis] são
introdutórias."



 



Ela acredita que o livro concorre com muitas
mídias, como a Internet, por exemplo. Por isso a Biblioteca de São Paulo
desenvolveu o projeto inovador de unir essas plataformas. "Se colocamos um
DVD na prateleira, ao lado tem o livro no qual o filme foi baseado."



 



Somente em 2012, a Biblioteca emprestou mais de 80
mil livros. "Leitura é o nosso negócio", diz Sueli, que reluta em
indicar um livro como seu favorito. "Adoro literatura americana,
literatura russa, mas não posso deixar minhas raízes. Para mim, 'Olhai os lírios
do campo', de Érico Veríssimo, é um livro maravilhoso, pois não há personagem
como Eugênio."



 



SERVIÇO

Biblioteca de São Paulo - Parque da Juventude

(Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Santana - acesso pelo metrô Carandiru)

(11) 2089-0800

www.bsp.org.br



 



Do Portal do
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