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Avanços a partir de Lei sobre autismo serão discutidos em Dia Internacional
01/04/2013

 



01/04/2013 - 09h51 

O autismo será debatido nesta terça-feira (2) em audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família. O debate será realizado no Dia Internacional de Conscientização sobre o autismo. O objetivo da audiência é discutir os avanços e as conquistas a que se chegou a partir da vigência da Lei nº 12.764, de dezembro de 2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Foram convidados para o debate:

-a representante do Fórum Estadual de Saúde de São Paulo Regiane
Nascimento;
-o vereador da Câmara Municipal de Caçapava (SP), Marcello Prado;
-o deputado distrital Robério Negreiros;
-o presidente Nacional do Movimento Orgulho Autista Brasil, Fernando Cotta; e
-a assistente social da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Deusina Lopes da Cruz.

A audiência foi requerida pelos deputados Dr. Rosinha (PT-PR) e Luiz Couto (PT-PB). Eles informam que segundo organizações norte-americanas e europeias formadas por pais de autistas, a cada 88 pessoas nascidas, uma possui alguma forma de autismo, que pode variar do mais severo ao mais leve.

Embora seja costume afirmar que “autistas vivem em seu próprio mundo”, na verdade são pessoas com uma forma diferente de sentir, perceber e se relacionar com as demais pessoas, mas que não constroem, nem vivem em um mundo imaginário; ao contrário, esforçam-se para viver em nosso mundo, muitas vezes não entendendo as complicadas normas sociais, afirmam os deputados.

Mesmo assim, informam ainda os autores dos requerimentos, algumas pessoas autistas, enfrentando suas dificuldades e as barreiras que a sociedade lhes apresenta, conseguem constituir famílias e ter uma vida profissional, dependendo do potencial de cada um e das oportunidades oferecidas durante suas vidas.

Por outro lado, devido aos parcos serviços públicos oferecidos, a maioria acaba por ter um desempenho fraco na escola ou no trabalho. Nos casos mais graves, devido à desinformação dos adultos, pais e profissionais da medicina e da educação, a criança autista não consegue compreender o mundo em que vive. “Nesses casos, a criança pode crescer frustrada e responder ao mundo com gritos e com agressões; é comum
encontrarmos pessoas com autismo que se autoagridem ou agridem aos outros, para descarregar suas frustrações em não ser compreendidas”, explicam ainda Dr. Rosinha e Luiz Couto.

A audiência será realizada às 14h30, no Plenário 7.

Da Redação/MM

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