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SP acaba com radar móvel nas estradas
19/07/2013

 

Contrato das empresas que operavam os aparelhos venceu e não será renovado; ao todo são 114 equipamentos em rodovias estaduais

 

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) vai acabar com os radares portáteis de solo, conhecidos como radares móveis, nas rodovias do Estado de São Paulo. Ao todo, são 114 equipamentos.

Os contratos com as empresas que operavam 42 radares desse tipo, tecnicamente denominados estáticos, venceram entre janeiro e maio deste ano e não foram renovados. As concessionárias de rodovias estaduais operam outros 72 radares estáticos, mas os aparelhos estão sendo retirados de uso.

As novas licitações do DER não preveem a contratação de radares portáteis de solo. Uma delas, em fase de julgamento, tem como objeto a contratação de 425 radares fixos, dos quais 114 serão do tipo lombada eletrônica, com registro digital da velocidade. De acordo com o superintendente do DER, Clodoaldo Pelissioni, o objetivo é dar total transparência à fiscalização nas rodovias.

Conforme a assessoria de imprensa do DER, a retirada dos radares estáticos não prejudica a fiscalização da velocidade nas rodovias porque a Polícia Rodoviária Estadual recebeu 100 novos equipamentos de uso manual - que ficam na viatura policial. Parte desses radares está equipada com dispositivos de leitura automática de placas.

Medida. O radar estático é instalado sobre suporte e colocado atrás de muretas e defensas, quase sempre fora da visão do motorista. As empresas alegam medida de segurança, já que em lugar aberto o aparelho e seu operador ficam desprotegidos em caso de acidente.

Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determina que os equipamentos de fiscalização estejam visíveis. A resolução 239 é de dezembro de 2011, mas passou a ser adotada como regra depois que a Justiça anulou multas aplicadas por radares ocultos.

As concessionárias de rodovias também foram obrigadas a tornar visíveis os radares fixos instalados na estrutura de viadutos, pontilhões e passarelas de pedestres. De acordo com a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), as empresas já se adequaram à nova regra. Os equipamentos foram remanejados para postes metálicos à beira da pista.

O Estado de S. Paulo