Notícias

Orçamento pós-protestos congela tarifa de ônibus
1/10/2013

 

Projeto prevê aumento de subsídio ao transporte, que atingirá R$ 1,65 bi

 

Área da saúde, a mais mal avaliada pelos paulistanos, também deverá ter 30% a mais de verba disponível

DE SÃO PAULO

O Orçamento apresentado ontem pela gestão Fernando Haddad (PT) indica que a tarifa de ônibus irá continuar congelada no próximo ano --nos mesmos R$ 3 cobrados a partir de janeiro de 2011.

Em junho, houve uma série de protestos devido ao aumento das passagens do transporte para R$ 3,20. Semanas depois, prefeitura e governo do Estado decidiram revogá-lo.

O congelamento da tarifa de ônibus em R$ 3 foi considerado por técnicos do município que calcularam a elevação dos gastos com subsídios ao transporte em 2014.

O bilhete único mensal, promessa do petista, também foi considerado na conta.

O Orçamento estima que a subvenção ao transporte (que serve para cobrir a diferença entre a receita e as despesas do setor) chegará ao recorde de R$ 1,65 bilhão, um aumento de 150% em relação aos R$ 660 milhões que estavam previstos no Orçamento de 2013.

A previsão original para este ano considerava que haveria reajuste da tarifa em janeiro, mas Haddad segurou a alta para junho como forma de ajudar Dilma Rousseff (PT) no combate à inflação. Diante do congelamento após os protestos, os subsídios neste ano alcançarão R$ 1,2 bilhão.

Também em resposta às demandas das ruas, Haddad estima aumentar os investimentos em transporte público.

O valor disponível para a pasta dos Transportes deverá subir de R$ 2,5 bilhões para R$ 4,2 bilhões, principalmente por repasse federal. A gestão espera R$ 1,5 bilhão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Os investimentos serão sobretudo com novos corredores de ônibus.

SAÚDE

Outra área que terá crescimento será a da saúde, na qual Haddad estima gastar R$ 8,6 bilhões --30% mais que a verba deste ano.

Segundo a prefeitura, os repasses do Ministério da Saúde ao município já cresceram 30% neste ano e vão subir mais em 2014. A pasta é chefiada por Alexandre Padilha, principal nome do PT para disputar o governo paulista.

A área da saúde é a mais mal avaliada pelos paulistanos e deve ficar no centro do debate das próximas eleições.

A verba do governo federal ajudará a subsidiar, por exemplo, a Rede Hora Certa (ambulatórios com centros cirúrgicos), promessa da campanha de Haddad.

Folha de S. Paulo