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Vereadores aprovam projeto que prevê anestesia em parto normal
17/10/2013

 

Texto permite procedimento humanizado e que grávida tenha acompanhante, que pode ser doula

 

Proposta vai para sanção de Haddad; Câmara veta vela em boate e obriga valet a anotar km do carro

DE SÃO PAULO

A Câmara aprovou ontem, em segunda votação, projeto que cria o parto humanizado na rede pública municipal.

O texto prevê a obrigatoriedade de anestesia em parto normal, além da escolha de um acompanhante pela grávida --que pode ser desde um parente até uma doula.

Segundo a vereadora Patrícia Bezerra (PSDB), autora do projeto, nenhuma das iniciativas é praxe nos hospitais municipais de São Paulo. "As gestantes têm direito a essa escolha, já que elas sofrem com a dor do parto", afirma.

A proposta seguirá agora para a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT).

Se confirmada, os hospitais terão um protocolo para garantir que todas as grávidas tenham direito de escolher um acompanhante. A gestante poderá saber com antecedência onde será atendida no momento do parto.

VELA E VALET

A proposta faz parte de um pacote de projetos aprovados ontem na Câmara com assuntos variados --e que devem ir para a sanção de Haddad.

Um deles veta vela de aniversário em casas noturnas para evitar incêndios.

O texto integra uma série de sugestões de vereadores depois do incêndio que matou 242 pessoas em Santa Maria (RS), em janeiro. O fogo se alastrou pela boate Kiss depois que um integrante da banda que tocava na casa acionou um sinalizador.

De autoria de Wadih Mutran (PP), a proposta aprovada em segunda votação proíbe "qualquer ato" que produza faísca e fogo em casas noturnas, impedindo até o uso de velas de aniversário.

Também foi aprovado um projeto do vereador Marco Aurélio Cunha (PSD) que exige que os estacionamentos com serviço de valets sejam obrigados a anotar a quilometragem do carro (no recibo) assim que ele é deixado com o manobrista.

ESTACIONAMENTOS

A Câmara também aprovou dois projetos que permitem repassar à iniciativa privada terrenos públicos para a construção e exploração de estacionamentos e terminais de ônibus por até 30 anos.

Os textos, propostos por Haddad, foram aprovados em primeira votação, mas devem ir para segunda análise já nas próximas semanas.

No caso dos estacionamentos, a prefeitura pretende fazer em 2014 a licitação para a exploração das áreas, que ainda serão definidas.

A proposta é controversa entre especialistas por criar facilidades ao acesso de carros --na contramão da política de Haddad de priorização do transporte público e restrições aos automóveis.

Folha de S. Paulo