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Governo amplia idade máxima para doar sangue
12/11/2013

 

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

A idade máxima para a doação de sangue no país será ampliada dos atuais 67 anos para 69 anos. Com isso, o governo pretende ampliar em dois milhões o grupo de potenciais doadores.

A informação foi divulgada, nesta terça-feira (12), pelo Ministério da Saúde. A pasta também anunciou a publicação de uma portaria que institui como obrigatório um teste mais seguro para o sangue doado, chamado de NAT.

Em vez de buscar a resposta imunológica do corpo aos vírus (como faz o teste até então exigido), o NAT identifica a presença do material genético dos vírus HIV e hepatite C, reduzindo assim o impacto da janela imunológica (situação em que o indivíduo já foi infectado pelo vírus, mas seu corpo ainda não apresenta uma resposta a ele). Desta forma, o NAT minimiza a possibilidade de um sangue contaminado ser usado em transfusões.

A obrigatoriedade do NAT -já usado em mais de 90% do sangue doado no SUS, segundo o governo- é uma demanda antiga dos especialistas, que cobram um passo além: a utilização de um tipo de NAT que detecta, também, a hepatite B.

O ministro Alexandre Padilha (Saúde) afirmou que o teste que identifica o vírus da hepatite B já está em desenvolvimento pela Fiocruz e que a previsão é que ele seja incluído como obrigatório no próximo ano.

A exigência do NAT consta de uma recomendação feita pelo Ministério Público Federal em Campinas no mês passado. O órgão deu 45 dias para que a Saúde instituísse o teste como obrigatório. Se nada fosse feito, alertou o Ministério Público, o governo seria acionado na Justiça.

Segundo o Ministério da Saúde, os hemocentros terão 90 dias para se adequar à nova exigência.

Folha de S. Paulo