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Governo concede aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG) por R$ 20,8 bi
22/11/2013

 



22/11/2013
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11h37

MARIANA BARBOSA

DE SÃO PAULO

Atualizado às 12h18.



O governo arrecadou R$ 20,84 bilhões com o leilão dos aeroportos de
Confins (MG) e Galeão (RJ) realizado nesta sexta-feira (22) na BM&F
Bovespa, em São Paulo. O valor é 251% superior aos R$ 5,9 bilhões
mínimos previsto na disputa.



No último leilão de aeroportos, em 2012, a diferença (ágio) havia sido de 373,5%,
quando os consórcios pagaram ao todo R$ 24,5 bilhões por Cumbica
(Guarulhos), Viracopos (Campinas) e Juscelino Kubitschek (Brasília).



O consórcio formado pela construtora Odebrecht e a operadora Changi, de
Cingapura, venceu a disputa pelo Galeão, com uma proposta de R$ 19
bilhões. A disputa foi a viva-voz, mas nenhum concorrente se dispôs a
melhorar a oferta, que representa uma diferança sobre o valor mínimo de
294%.



A segunda maior proposta foi da construtora Carioca, no valor de R$ 14,5
bilhões. A EcoRodovias fez uma oferta de R$ 13,113 bilhões.




CONFINS



Já o leilão de Confins, foi vencido pela construtora CCR, com lance de
R$ 1,82 bilhão --66% acima do valor mínimo previsto. O aeroporto mineiro
obteve lances na fase de viva-voz, com disputa entre Queiroz Galvão e a
CCR.



Cinco consórcios concorreram para administrar os dois aeroportos. Todos disputaram Galeão, mas apenas três também fizeram propostas para Confins.



Disputaram apenas o Galeão os consórcios "Novo aeroporto Galeão",
formado por EcoRodovias, Invepar e Fraport, e "Sócrates", formado pela
construtora Carioca e pelos operadores dos aeroportos de Amsterdã e
Paris.



Já os consórcio "Aeroportos do Futuro", formado por Odebrecht e Changi
(operadora de Cingapura), "Aliança Atlântica Aeroportos" (Queiroz Galvão
com Ferrovial, gestora espanhola que administra Heathrow, em Londres) e
"Aero Brasil" (CCR com os operadores dos aeroportos de Munique e
Zurique), apresentaram propostas para Galeão e Confins.


Confins e Galeão estão entre os maiores aeroportos do país. Respondem,
juntos, pela movimentação de 14% dos passageiros e 12% dos aviões do
tráfego aéreo brasileiro.



O novo concessionário do aeroporto mineiro terá direito de administrá-lo
por 30 anos. Para Galeão, o prazo é de 25 anos e em ambos há
possibilidade de prorrogação por mais cinco anos.



Os consórcios terão de investir mais de R$ 7 bilhões em ampliações e
adaptações ao longo do período de concessão. Entre as obras, estão um
novo estacionamento, a construção de 26 pontes de embarque em Galeão e
um novo terminal de passageiros em Confins.



O setor privado terá 51% de participação na nova sociedade que vai gerir
os aeroportos. Já a Infraero possuirá 49%, sendo esse o limite máximo.




TRANSIÇÃO



A partir da celebração do contrato, haverá um período de transição de
seis meses (prorrogável por mais seis meses), no qual a concessionária
administrará o aeroporto em conjunto com a Infraero, detentora de
participação acionária de 49% em cada aeroporto concedido.

 


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PERFIL DOS VENCEDORES




GALEÃO (RJ)



AEROPORTOS DO FUTURO

Sócio brasileiro: Odebrecht Transport

Sócio operador: Changi Airport Group (Cingapura)

Aeroporto controlado: Changi (Cingapura)

Passageiros: 51,2 milhões

Faturamento: € 1,2 bilhão

Funcionários: 1.400




CONFINS (MG)



AEROBRASIL

Sócio brasileiro: CCR (grupos Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Soares Penido)

Sócio operador 1: Flughafen Zürich AG (Suíça)

Aeroporto: Zurique (Suíça)

Passageiros: 25 milhões

Faturamento: € 758 mi

Funcionários: 1.400

Sócio 2: Flughafen Munchen (Alemanha)

Aeroporto: Munique

Passageiros: 38 milhões

Faturamento: € 1,2 bi

Funcionários: 7.600



Fonte: balanços anuais
das operadoras, 2012

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/11/1375062-leilao-de-galeao-e-confins-arrecada-r-208-bilhoes.shtml