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USP fará exumação de Dom Pedro 2º e da princesa Isabel
29/01/2014

 

Do Estadão Conteúdo
 
 
Menos de dois anos após a exumação dos restos mortais de d. Pedro 1º, o
primeiro imperador brasileiro, e de suas duas mulheres, as imperatrizes d. Leopoldina e d. Amélia, a mesma equipe de cientistas da Universidade
de São Paulo (USP) deve estudar os remanescentes do Segundo Reinado: o imperador d. Pedro 2º e sua mulher, d. Teresa Cristina, a filha do
casal, princesa Isabel, e seu marido, o conde D'Eu.
 
A reportagem apurou que os trâmites já estão bem avançados e a
exumação deve ocorrer neste semestre. Com o know-how adquirido no estudo anterior, a maior dificuldade desta fase será o traslado dos restos
mortais até o Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde os exames serão realizados. Isso porque, se na primeira vez os nobres estavam sepultados
na cripta do Parque da Independência, no Ipiranga, d. Pedro 2º e
família estão bem mais distantes: a 463 km da capital paulista, no
Mausoléu Imperial, na Catedral de Petrópolis, no Rio.
 

Os responsáveis pelo estudo ainda analisam se o transporte será
realizado por via terrestre ou aérea - mas já sabem que ao menos no
primeiro trecho, o da Serra de Petrópolis, o transporte deve ser
rodoviário. Assim como nos trabalhos realizados em 2012, os restos mortais da família devem ser submetidos a uma bateria de exames,
como tomografias e ressonâncias magnéticas. As análises serão acompanhadas por radiologistas e patologistas, entre outros
especialistas. Os diagnósticos são de ponta. Cálculos realizados a
pedido da reportagem em 2013 mostravam que exames similares não sairiam
por menos de R$ 150 mil.

Acredita-se que o corpo da princesa
Isabel esteja embalsamado - o que é visto com otimismo pelos pesquisadores, uma vez que um corpo bem conservado propicia pesquisas
avançadas. Uma das surpresas do estudo anterior foi o fato de d. Amélia, segunda mulher de d. Pedro 1º, estar mumificada.

 

Segredo


Realizados em sigilo entre fevereiro e setembro de 2012, os estudos com
d. Pedro 1º e suas duas mulheres foram divulgados com exclusividade
pela reportagem em fevereiro de 2013.

Entre outras revelações, o
estudo desmentiu a versão histórica de que d. Leopoldina teria caído,
ou sido derrubada, de uma escadaria e fraturado o fêmur. Ficou provado
que d. Pedro 1º tinha quatro costelas fraturadas, resultado de dois
acidentes a cavalo.

As informações são do jornal O "Estado de S. Paulo".

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2014/01/29/usp-fara-exumacao-de-dom-pedro-2-e-da-princesa-isabel.htm