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David Uip lança programa de saúde do homem em audiência pública na Assembleia
26/02/2014

 

Secretário estadual de Saúde apresentou relatório de gestão de sua pasta

 

David Uip esteve nesta terça-feira, 25/2, na Comissão de Saúde, presidida pela deputada Telma de Souza (PT), atendendo à Lei Complementar 141/2012, que exige a apresentação de relatório quadrimestral das atividades da secretaria no ano anterior. O secretário apresentou um panorama bem minucioso da área da saúde no Estado e anunciou o lançamento, no próximo dia 10/3, do programa O Filho que Ama Leva seu Pai ao AME.

De acordo com o programa, a partir dos 50 anos de idade, o homem, no mês de seu aniversário, poderá procurar um Ambulatório Médico de Especialidades (AME), aos sábados, e ser atendido por clínico ou urologista. Pretende-se com isso a prevenção da saúde do homem, principalmente contra o câncer da próstata e risco cardiovascular. Segundo o secretário, 94.1% dos pacientes que dão entrada nos hospitais públicos, o fazem por conta do risco cardiovascular.

Em uma reunião bastante concorrida, que contou com nada menos que 19 deputados, Uip explicou como funcionam as coordenadorias (Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos), os 17 departamentos regionais de Saúde, as fundações e institutos de pesquisa como Butantan, Emílio Ribas, DST/AIDS e Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) e as autarquias, mais conhecidas como hospitais das Clínicas de São Paulo, Ribeirão Preto e Botucatu.

Quadro de profissionais

David Uip Informou que trabalham hoje na pasta da Saúde 125.469 profissionais, sendo 22.328 médicos. Ao apresentar o programa Residência Médica, observou que o Estado necessita de médicos muito bem qualificados e remunerados, e apelou aos líderes de bancadas e parlamentares paulistas para que analisem com atenção a proposta do Executivo de readequação das carreiras médicas.

Resumindo o total aplicado em saúde pelo Estado, David Uip disse que o valor percentual de 12,43% “excedeu os 12% previstos pela Lei Complementar 141/2012”. E, dirigindo-se diretamente à presidente da comissão, disse que o repasse federal “só diminui”. No final da exposição do secretário, a presidente rebateu essa declaração, citando o percentual de 2,1% correspondente ao investimento feito pelo governo federal na área da saúde em São Paulo.

Juntos contra as drogas

David Uip apresentou também dados do Estado paulista: 42 milhões de habitantes, cuja expectativa de vida é de 75,06 anos. Ateve-se à questão da mortalidade infantil, com índice de 11,47 óbitos por mil nascidos vivos. Segundo ele, 70% dos filhos natimortos são de usuárias de drogas ou decorrentes de gravidez precoce. O objetivo – afirmou - é diminuir esse índice para um dígito, dando cobertura pré-natal com sete consultas ou mais.

Ao falar sobre as drogas, Uip citou o programa Recomeço, ao qual chamou de projeto futurista, em parceria com as OABs, Tribunal de Justiça e prefeitura municipal de São Paulo. “Nesse tema não pode haver partido ou ideologia.”

Na explanação das ações de sua pasta em 2013, Uip dedicou atenção especial ao programa Mulheres de Peito que oferece, na faixa etária de 50 a 69 anos e nos meses de aniversário, exames de mamografia e ultrassonografia em unidades básicas e carretas móveis. Neste último caso, trata-se de caminhões que funcionam como clínicas móveis, e que ficam estacionados em pontos de grande afluência de pessoas, como Largo Treze (zona sul de São Paulo), Diadema, Santo André e Bauru.

O presidente da Assembleia Legislativa, Samuel Moreira, esteve presente no início da audiência pública, assim como o líder do Governo, Barros Munhoz (PSDB). Participaram também os deputados que compõem a comissão: Analice Fernandes, Celso Giglio, Pedro Tobias, Welson Gasparini e Dilador Borges, todos do PSDB; Edinho Silva, Gerson Bittencourt, Marcos Martins, João Paulo Rillo e Ana do Carmo todos do PT; e Itamar Borges, do PMDB. E ainda, os deputados, Ed Thomas (PSB), Beto Trícoli (PV), Luiz Carlos Gondim (SDD), e Edmir Chedid (DEM).

DOE, Legislativo, 26/02/2014, p. 3