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Cantareira cai 1,7 ponto após 15 dias de uso de reservas
31/05/2014

 

Em evento, Alckmin disse que 2,1 milhões de consumidores da Grande SP serão transferidos do sistema até setembro

 

Governador inaugurou bombas para captação das águas profundas dos reservatórios no dia 15 deste mês

DE SÃO PAULO

Os reservatórios do sistema Cantareira tiveram uma queda de 1,7 ponto percentual nos 15 dias após o início do bombeamento do volume morto --reserva de água abaixo dos pontos de captação.

O sistema registrava 25% de sua capacidade ontem (30/5), segundo a Sabesp. No dia 16, o volume armazenado alcançava 26,7%.

O índice de chuvas acumuladas no nordeste do Estado, onde estão os reservatórios do Cantareira, era de 37,3 mm. A média para o mês, segundo a companhia, é de 83,2 mm.

O sistema Cantareira é responsável pelo abastecimento diário de água a 8,8 milhões de pessoas na capital e na Grande São Paulo. Seus reservatórios também atendem municípios da região de Campinas, no interior do Estado.

ABASTECIMENTO

Ontem (30/5), durante a reabertura do Museu Casa de Portinari, em Brodowski (a 338 km de São Paulo), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que, até setembro, 2,1 milhões de pessoas na Grande SP não serão mais abastecidas pelas águas do sistema Cantareira.

"Até setembro, teremos 2,1 milhões de pessoas fora do Cantareira, porque a seca foi muito grande na região Bragantina e em Minas Gerais, foi muito localizada", disse.

De acordo com o tucano, essa população passará a ser atendida por outras sistemas, como os já utilizados Guarapiranga e Alto Tietê. Atualmente, de acordo com o governador, 1,6 milhão de pessoas já recebem água dos dois.

Alckmin também comentou a decisão da Justiça Federal do Rio, que nesta quinta-feira (29) deu 72 horas para que o governo paulista se posicionasse sobre a proposta de levar água da bacia do rio Paraíba do Sul ao Cantareira.

Segundo Alckmin, todas as informações serão prestadas e a viabilidade da medida será mostrada. A decisão da Justiça foi dada após pedido da Procuradoria Federal, que quer evitar a transposição de águas do Paraíba do Sul, principal manancial de abastecimento da capital fluminense.

Durante o evento, o governador afirmou que o sistema Cantareira "é pequeno" se comparado ao Jaguari, do Paraíba do Sul. A capacidade de reservação de água do Cantareira, de acordo com a Sabesp, é de 1 trilhão de litros.

"Interligando [os reservatórios], dobra a capacidade de reservação. Quando chove demais, guarda [água]. Isso é o que vamos explicar" afirmou.

Folha de S. Paulo