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Haddad aprova aumento a Mais Médicos
13/06/2014

 

Profissionais do programa passarão a receber até R$ 3.230 do município para hospedagem, alimentação e transporte

 

Oposição pressionou para estender benefício a não-participantes, mas bolsa ficou restrita a médicos do programa

DE SÃO PAULO

O prefeito Fernando Haddad (PT) promulgou lei que aumenta em até R$ 663 o subsídio municipal para os profissionais do programa federal Mais Médicos.

A nova legislação foi publicada no Diário Oficial da Cidade desta quinta-feira (12).

Os médicos passarão a receber até R$ 3.000 para aluguel e alimentação, além de R$ 230 de auxílio transporte. Antes do aumento, eles ganhavam um total de R$ 2.567.

A ajuda de custo será depositada diretamente na conta dos beneficiados.

O Mais Médicos visa trazer profissionais a regiões periféricas do Brasil pagando uma bolsa de R$ 10 mil.

Criado no ano passado pelo governo federal, deverá ser uma das vitrines das campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição e do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), ao governo do Estado.

O programa enfrentou resistência da oposição e de classes médicas.

Uma das críticas é que parte do dinheiro vai para Cuba, no caso dos profissionais vindos do país. Atualmente, cada cubano fica com US$ 1.245 (R$ 2.776,10) -- os R$ 7.223,90 restantes são retidos pelo governo de Cuba.

Em abril, 170 integrantes do programa atuavam na capital paulista, e havia a previsão da chegada de mais 76.

A aprovação do projeto do executivo foi cercada de polêmica na Câmara Municipal.

Vários vereadores tentaram incluir também médicos que não participam do programa e trabalham em áreas de difícil acesso na cidade. Porém, não tiveram sucesso.

A justificativa da prefeitura é que o projeto federal que estabelece as regras do Mais Médicos prevê que municípios beneficiados devem custear alimentação, hospedagem e transporte dos profissionais participantes.

PERIFERIA

A prefeitura também pretende aumentar o salário dos médicos que não fazem parte do programa federal. O objetivo é tentar fixá-los em regiões periféricas.

Atualmente, um médico em início de carreira ganha R$ 4.203 por 20 horas semanais de trabalho. A proposta é que eles passem a receber R$ 5.040 já neste ano.

A mudança acarretaria um gasto de R$ 150 milhões ao Orçamento municipal apenas para este ano.

(ARTUR RODRIGUES)

Folha de S. Paulo