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Fila por vaga em creche aumenta 16%
10/7/2014

 

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, lista de crianças foi de 110.639 para 128.519 entre março e junho

 

Gestão Haddad diz que entregou 26 unidades entre janeiro de 2013 e junho deste ano, num total de 18 mil vagas

LÉO ARCOVERDE
DO "AGORA"

A fila da creche em São Paulo ganhou 17.880 novos nomes entre março e junho deste ano. Segundo dados da Secretaria Municipal de Educação, nesse período a quantidade de crianças à espera de vaga subiu de 110.639 para 128.519. Isso equivale a um aumento de 16,16%.

Esse é o segundo aumento seguido do número de crianças de até três anos e 11 meses fora de creches no segundo ano de Fernando Haddad (PT) no comando da Prefeitura de São Paulo.

Entre janeiro e março deste ano, a quantidade de crianças à espera de vaga em creches havia saltado de 90.429 para 110.639 (22,35%).

Na comparação com junho de 2013, o tamanho da fila praticamente não mudou.

Há um ano, a prefeitura contabilizava 127.361 crianças aguardando para ingressar em uma creche.

Os dados mostram, ainda, que o aumento do número de crianças matriculadas em creches, entre março e junho, não acompanhou a variação da fila de espera.

Nesse período, a quantidade de matrículas realizadas, para essa faixa etária, saltou de 218.495 para 222.495 (1,83%), um total de 4.433 ingressantes.

O plano de metas de Haddad prevê a construção de 243 creches até o fim de 2016. Esse foi um dos temas explorados nas últimas eleições.

A exemplo de balanços anteriores, a zona sul continua ocupando o topo do ranking dos distritos da cidade com maior quantidade de crianças à espera de vagas.

META

A Secretaria Municipal de Educação informou, por meio de nota, que a atual administração já entregou, entre janeiro de 2013 e junho deste ano, 26 novas creches.

Ao todo, essas unidades somam mais de 18 mil novas vagas, segundo a pasta.

A secretaria informou ainda que cinco creches estão em construção.

De acordo com a pasta, a escolha dos terrenos que vão abrigar as novas unidades levou em consideração as regiões com maior quantidade de crianças na fila.

A secretaria disse ainda que trabalha na "ampliação qualificada dos convênios" com entidades.

Folha de S. Paulo