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Por campanha, Alckmin muda secretariado
16/07/2014

 

Titular da Casa Civil, Edson Aparecido deixará governo para assumir a coordenação da candidatura à reeleição

 

Tucano levará para a pasta o atual secretário dos Transportes, Saulo de Castro, um de seus auxiliares preferidos

GUSTAVO URIBE
DE SÃO PAULO

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), mudou nesta terça-feira (15) a configuração de seu secretariado para conseguir montar a equipe que comandará a sua campanha à reeleição.

O atual secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, principal responsável pelas articulações políticas da administração, deixa o cargo na sexta-feira (18) para assumir a coordenação geral da candidatura do tucano.

No lugar, entrará o atual secretário dos Transportes, Saulo de Castro, nome de confiança do governador.

A troca era esboçada por Alckmin desde fevereiro, quando o nome de Aparecido foi citado no inquérito que investiga cartel em contratos de trem e metrô no Estado.

O Ministério Público Federal, no entanto, excluiu o secretário da lista de investigados, o que levou o governador a mantê-lo no cargo.

LINHA DURA

Ao escalar Saulo, o governador dá mais protagonismo a um dos seu auxiliares preferidos. Alckmin costuma defini-lo como "bom tocador de obras", "firme" e "linha dura". A expectativa é de que ele consiga acelerar a entrega de obras e programas e amplie a cobrança a outras pastas.

O novo secretário deverá levar para a Casa Civil seu atual adjunto, Moacir Rossetti. Não há ainda um nome definido para substituir Saulo na pasta de Transportes.

O governador estuda ainda promover outras mudanças na administração. O assessor especial do governo João Carlos Meirelles poderá assumir uma pasta, que ainda não foi definida.

Uma das possibilidades é de que ele ganhe o comando da Secretaria da Habitação.

O atual titular da pasta, Marcos Rodrigues Penido, ficou fragilizado no governo depois que a Folha revelou que seu nome aparece em e-mail como responsável por intermediar doações da empresa Tejofran para o PSDB.

Ele nega que tenha pedido contribuições ao partido e conhecer o autor do e-mail.

Folha de S. Paulo