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SP entra em consórcio de telescópio de 25 m no Chile
23/07/2014

 

Fapesp aprova verba de U$ 40 mi para GMT

 

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O Estado de São Paulo formalizou sua adesão ao consórcio internacional que constrói um dos megatelescópios de próxima geração para a astronomia, o GMT (Giant Magellan Telescope), com 25 metros de diâmetro.

A ser erguido no Chile sob liderança de americanos, australianos e sul-coreanos, o projeto deve começar operações em 2021. O custo total da iniciativa é de US$ 880 milhões, dos quais US$ 40 milhões sairão da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

"Os termos do acordo são muito vantajosos", diz Cássio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap (Universidade do Vale do Paraíba). "Teremos 4% do tempo para o Brasil gerenciar como quiser."

O GMT é um dos concorrentes do ELT (Extremely Large Telescope), com 39 metros de diâmetro, um projeto do ESO (Observatório Europeu do Sul), do qual o Brasil é membro provisório. O governo federal havia assinado um acordo em 2010 para integrar a organização europeia e ter acesso ao ELT, a um custo de US$ 371 milhões. Até hoje o Congresso Nacional não aprovou a liberação da verba.

No ELT, o Brasil não tem garantia de tempo de telescópio --cada projeto individual é julgado pelo mérito científico. No caso do GMT, uma comissão brasileira julga o mérito dos projetos, mas o tempo do país está garantido.

Folha de S. Paulo