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Haddad promete até 10 km de ciclovias por semana
05/08/2014

 

Meta é ter, até fim de 2015, 400 km de vias exclusivas, a nova bandeira do prefeito

 

São Paulo tem hoje 74,7 km, dos quais 11,6 km foram feitos nos últimos meses pela administração petista

DE SÃO PAULO

O prefeito Fernando Haddad (PT) prometeu intensificar a construção de ciclovias e disse que vai passar a entregar até 10 km por semana.

"Toda a semana serão entregues 10 ou 5 km até o final do ano que vem, quando atingiremos a meta", afirmou.

A meta são 400 km, mas o secretário Jilmar Tatto (Transportes) disse que metade disso poderá ser feita nos próximos quatro meses.

As bicicletas se tornaram a nova bandeira do prefeito para dar visibilidade à sua gestão e tentar reverter a baixa popularidade. No sábado (2), Haddad participou da inauguração de um bicicletário no largo da Batata (zona oeste).

Nesta segunda (4), inaugurou uma faixa exclusiva para ciclistas na avenida Abel Ferreira (zona leste). A via de 1,1 km liga as avenidas Salim Farah Maluf e Regente Feijó. O projeto completo terá 10 km de vias na região do Tatuapé.

Foi a sétima ciclovia feita desde junho, quando a prefeitura apresentou seu plano.

Hoje há em São Paulo cerca de 74,7 km dessas vias, dos quais 11,6 km foram feitos nos últimos meses por Haddad.

A prefeitura estima que serão necessários R$ 80 milhões para os 400 km. Parte virá do Fema (Fundo Especial do Meio Ambiente), que em julho destinou R$ 10 milhões para fazer 50 km, sob o argumento de que o transporte sustentável integra suas diretrizes.

A implantação de ciclovias provoca uma série de mudanças no trânsito que devem se intensificar agora, como a redução do espaço dos outros veículos, a eliminação de vagas de estacionamento, a alteração de sentido e a redução da velocidade máxima.

Nas vias onde o limite era 60 km/h, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) tem reduzido para 50 km/h.

Tatto diz esperar que, a partir da construção de ciclovias, mais pessoas decidam aderir à bicicleta. "Está provado: se você cria uma rede cicloviária, o ciclista aparece."

Questionado sobre a falta de conexão das vias com equipamentos públicos como estações de metrô e terminais de ônibus, ele disse que isso será contemplado no projeto e que já determinou a instalação de estacionamentos para bicicletas nos terminais.

Também afirmou que espera que grandes empresas, como bancos e redes de fast-food, instalem espaço para guardar bicicletas.

(CÉSAR ROSATI E ANDRÉ MONTEIRO)

Folha de S. Paulo