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SP importa sistema de combate a crimes de NY
13/08/2014

 

Alckmin vai explorar novidade na eleição

 

DE SÃO PAULO

O governo de São Paulo apresentou nesta terça-feira (12) um novo sistema eletrônico que promete ajudar no combate ao crime a partir da integração entre os bancos de dados das polícias Civil e Militar e câmeras espalhadas em ruas de todo o Estado.

O Detecta - sistema da Microsoft usado há sete anos pela polícia de Nova York - já está operando na capital integrando informações do 190 (Polícia Militar), do 193 (bombeiros) e imagens de 112 câmeras operadas pela polícia. Até o fim do mês, serão 593 câmeras em todo o Estado.

A ideia é que o sistema também integre dados do sistema de boletins de ocorrência da Polícia Civil, dos bancos de pessoas procuradas, dos sistemas do Detran e dos registros de veículos furtados e roubados. Não há prazo para que o Detecta esteja em pleno funcionamento.

Segundo o secretário da Segurança, Fernando Grella, o sistema vai ajudar tanto os PMs que atenderem as ocorrências como depois, nas investigações da Polícia Civil.

A inovação será explorada na campanha à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) como uma das principais ferramentas para tentar conter a alta de roubos, que já crescem há 13 meses consecutivos no Estado.

Nesta etapa, ao ser acionada sobre um roubo a residência na avenida Paulista, por exemplo, a PM vai inserir essa informação no Detecta, que gerará um alerta em um mapa --observado nas telas de uma central de controle.

Automaticamente, o sistema indicará outras ocorrências de roubo a residência no entorno --o que permite saber se há uma quadrilha agindo na área, por exemplo-- e apontará quais são as câmeras existentes perto dali para ajudar na investigação.

Câmeras da Guarda Civil Metropolitana e da CET, inclusive radares que leem placas, também poderão ser integrados no futuro. Com os radares será possível, por exemplo, localizar um carro roubado ainda durante a fuga dos criminosos. O Detecta emitirá alertas em tempo real sobre a localização do veículo.

O investimento, segundo o governo, é de R$ 17 milhões.

Folha de S. Paulo