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Portal do governo vai avaliar atendimento
01/09/2014

 

Site vai classificar empresas que prestarem melhor serviço para solucionar problemas apresentados por clientes

 

A partir de hoje, página, criada em junho, inclui mais 11 Estados e passa a atender todo o país

DE SÃO PAULO

O site www.consumidor.gov.br, portal do governo em que os consumidores podem registrar problemas que tenham com produtos ou serviços e receber a resposta diretamente dos fornecedores, vai classificar as empresas inscritas conforme a qualidade do atendimento, dando destaque às melhores.

"Em geral os rankings desse tipo destacam as piores. Nós queremos que as empresas atendam bem e, por isso, vamos estimular a concorrência nesse quesito", afirma Juliana Pereira, secretária nacional do Consumidor.

A partir desta segunda-feira (1º), o site, mantido pela Secretaria Nacional do Consumidor em parceria com Procons, pode ser acessado por consumidores de todo o país.

No ar desde junho, a abrangência do site foi sendo ampliada gradativamente e, nesta segunda, chega a consumidores de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pará, Paraíba, Amapá, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Roraima e Tocantins.

Segundo ela, a intenção do site é oferecer uma alternativa para que queixas sejam registradas e solucionadas com mais rapidez e de maneira prática, por possibilitar que sejam feitas on-line. E com o monitoramento dos órgãos de defesa do consumidor.

Os clientes só podem fazer queixa sobre produto ou serviço de um fornecedor cadastrado. A adesão é voluntária e, para se inscrever, os fornecedores precisam se comprometer a responder ao consumidor em dez dias.

Atualmente, segundo a secretária, 133 empresas aderiram ao site e há mais cerca de 60 em credenciamento.

Nos dois primeiros meses, o movimento já gerou cerca de 13 mil reclamações enviadas ao portal.

Juliana destaca que, apesar de não intervirem, os Procons acompanham de perto as interações que acontecem no site. "Eles vão nos trazer, de maneira rápida, dados para elaboração e implementação de políticas públicas de defesa dos consumidores."

A diretora de atendimento do Procon-SP, Selma do Amaral, dá um exemplo de como o site pode ajudar de maneira coletiva. "Podemos perceber, por exemplo, que é necessário incrementar a educação dos consumidores em determinado ponto", afirma.

(FABÍOLA SALANI)

Folha de S. Paulo