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Sai até 6ª regra que facilita fechar empresas
11/09/2014

 

Apresentação de certidões negativas de débitos não será mais obrigatória

 

Segundo o governo, para dar baixa em empresa, dono precisará apenas ir a uma junta comercial

SOFIA FERNANDES
DE BRASÍLIA

O governo federal vai acabar com a obrigação da apresentação de certidões negativas de débitos tributários, trabalhistas e previdenciários para abertura e fechamento de empresas.

A nova norma será publicada até esta sexta-feira (12), segundo apurou a Folha.

De acordo com o ministro Guilherme Afif Domingos, da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, a partir de novembro, para dar baixa em uma empresa, o proprietário vai precisar apenas se dirigir à junta comercial.

Eventuais débitos serão transferidos para as pessoas físicas responsáveis, e a Receita Federal fará a cobrança dessas dívidas.

A medida visa reduzir a burocracia envolvida no fechamento de firmas, alvo constante de críticas em análises sobre o ambiente de negócios do país, e dar fim às empresas "fantasmas", que só existem no papel.

Com a medida, espera-se diminuir também o tempo de abertura de empresas, que hoje é de 107,5 dias, de acordo com dados divulgados pelo Banco Mundial.

A simplificação nos registros de empresa será explorada pela campanha eleitoral de Dilma como um trunfo da política microeconômica.

SUPERSIMPLES

Outra medida que poderá beneficiar as pequenas e micro empresas é a criação de faixas intermediárias de tributação.

Pelo Supersimples, que atende empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões, as alíquotas do tributo unificado variam de 4% a 22,45%. Para cada degrau de faturamento incide uma alíquota. Nesta quarta-feira, Dilma reiterou que irá transformar esses "degraus" numa "rampa", para que empresas possam crescer "sem medo".

Um projeto de lei nesse sentido está em discussão no governo, que se comprometeu a encaminhá-lo ao Congresso ainda neste ano.

Uma das alternativas é aplicar o imposto maior somente sobre o aumento de faturamento, e não sobre o faturamento inteiro.

"Vamos apresentar uma proposta neste ano, aí o Congresso que vai decidir. Estamos num processo eleitoral, não sei o que vai sair dele, mas não importa, nós não estamos trabalhando com o calendário eleitoral", disse Afif.

Colaborou MARIANA HAUBERT, de Brasília

Folha de S. Paulo