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Passageiro pode etiquetar bagagem em Congonhas
13/09/2014

 

Usuários se confundem com serviço, tendência em aeroportos pelo mundo

 

Dona da máquina, Gol diz que ideia é reduzir o tempo de embarque após fase de adaptação dos passageiros

RICARDO GALLO
DE SÃO PAULO

A doméstica Rai dos Santos, 42, bem que tentou, mas não conseguiu usar a mais recente novidade do aeroporto de Congonhas: uma máquina que permite imprimir o cartão de embarque, pesar a própria mala e etiquetá-la.

"Moça, agora dou o continuar', é?", disse, a uma atendente que a auxiliava, pouco antes de desistir.

Com quatro malas e dez minutos de tentativas diante da máquina, ela foi orientada a ir ao balcão de check-in convencional. "Foi bem difícil."

Os totens --dois, inicialmente-- foram instalados na semana passada pela Gol e são os únicos em operação em aeroportos brasileiros.

Compostos de um terminal e uma balança, são chamados de "self bag tag" (autoetiquetagem da mala). Totens assim são comuns em aeroportos no exterior.

A intenção é dar uma opção ao passageiro que ajude a reduzir o tempo de embarque. Isso porque os clientes podem cumprir sozinhos três das quatro etapas de um embarque: imprimir o cartão, pesar e etiquetar a mala.

O último passo restante, entregar a mala a um atendente, é feito em um balcão específico, mais rápido --uma vez que o atendente do check-in não precisará pesar nem etiquetar a mala.

Até que isso de fato ocorra, admite a própria Gol, leva um certo tempo para que passageiros se acostumem.

A companhia manteve os guichês de despacho de bagagem para quem não quiser usar o totem. O foco são passageiros que despacham bagagem, ou 75% dos clientes Gol em maio, junho e agosto.

COSTUME

Passageiros frequentes tendem a achar a ferramenta mais amigável. "Demorei porque foi a primeira vez. Da próxima será mais tranquilo", disse Cida Bueno, 27, que levava quatro malas e demorou dez minutos no totem.

A Gol herdou os totens da Webjet, que os utilizou por pouco tempo em Guarulhos em 2012. Reformou-os e os colocou para funcionar.

A ideia da empresa é espalhar 30 totens nos aeroportos até o final do ano no Santos Dumont e em Confins e, no primeiro trimestre de 2015, em Curitiba e Brasília.

TAM e Azul não têm planos de colocar equipamentos do tipo em aeroportos. A Avianca não respondeu.

O aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, tem planos de dispor totens pelos terminais, em uso compartilhado por várias empresas aéreas. Ainda não há prazo para conclusão.

Folha de S. Paulo

 

 

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