Notícias

Novo leilão de áreas de exploração de petróleo será feito no 1º semestre
16/09/2014

 

Governo ainda estuda áreas que vai ofertar, mas exploração será em terra e águas profundas

 

Secretário minimiza críticas à política que impede a Petrobras de repassar altas no preço dos combustíveis

SAMANTHA LIMA
DO RIO

O Ministério de Minas e Energia (MME) fará no próximo semestre a 13ª rodada de concessão de áreas para exploração de petróleo, disse nesta segunda (15) o secretário-executivo de Petróleo e Gás da pasta, Marco Antônio Martins Almeida, na abertura da feira Rio Oil & Gas.

As áreas a ofertar ainda estão sendo estudadas pelo MME e pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), mas serão em terra e em águas profundas.

A rodada mais recente foi realizada em novembro passado, quando foram oferecidos 240 blocos em sete bacias sedimentares em terra, no Norte, Nordeste e Sul do país.

Almeida também defendeu a contratação da Petrobras para a extração adicional de petróleo em áreas já exploradas pela empresa por acordo com a União.

A negociação dos chamados "excedentes da cessão onerosa" foi anunciada em junho e determina que a Petrobras poderá explorar até 15 bilhões de barris de petróleo, além de 5 bilhões já autorizados, em quatro áreas cedidas em 2010.

Para tanto, terá que pagar R$ 15 bilhões ao governo, dos quais R$ 2 bilhões neste ano.

A negociação atraiu críticas por obrigar a Petrobras a fazer um desembolso no momento em que precisa lidar com a defasagem de preços em relação à cotação internacional, sua grande dívida e pesados investimentos.

Além disso, a produção nas áreas só começará em 2021, três anos após o pagamento.

Almeida afirma que a Petrobras já tem o direito de explorar a totalidade das áreas cedidas e que o MME não teria o que oferecer à empresa em um processo licitatório.

"Esperar muito para contratar essas áreas seria ruim para desenvolvê-las e para o país. Aquela área está totalmente comprometida com a Petrobras, que pode decidir onde botar as plataformas e furar os poços", disse.

Questionado pelo presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, João Carlos De Luca, Almeida minimizou as críticas sobre a política de impedir a Petrobras de repassar ao consumidor aumentos de preço no mercado global.

A companhia importa parte do combustível usado no país e é obrigada a arcar com a diferença de preços.

"Toda empresa grande como a Petrobras tem problemas, e não acreditamos que a política de preços seja o problema central", respondeu o secretário-executivo ao organizador do evento.

Folha de S. Paulo