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Congonhas define voos de Azul e Avianca
10/10/2014

 

Anac redistribuiu horários; Azul, que não operava no aeroporto de 2ª a 6ª, terá 26, e Avianca passa de 24 para 40

 

Novos horários serão em dias úteis, entre 27/10 e 29/3; agência avaliará pontualidade e regularidade do uso

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

As companhias aéreas Azul e Avianca receberam novos horários de pousos e decolagens (slots) no aeroporto de Congonhas, o mais movimentado aeroporto do país.

Os novos horários são em dias úteis, entre 27 de outubro e 29 de março.

A Azul, que até agora não tinha slots de segunda a sexta, passou a ter 26 deles e uma participação de 5% no total de espaços no aeroporto nos dias úteis. A empresa vai voar para Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba, e pretende iniciar os voos nesse horários no dia 1º de novembro.

A Avianca, que tinha 24 slots, elevou o número para 40, equivalente a 7%. Os novos horários serão usados para ampliar a oferta em destinos já existentes.

A Anac vai avaliar o uso dos novos horários segundo pontualidade e regularidade. As empresas que operarem abaixo dos padrões perderão os que forem mal utilizados.

Segundo a Anac, o aumento de slots e a entrada de novas empresas levará a uma "maior concorrência e menores preços".

A distribuição foi feita entre companhias aéreas com participação de até 12% nos slots do aeroporto. Com isso, TAM e Gol mantiveram o número de slots em 236 e 234, respectivamente, o que corresponde a 44% cada uma.

As regras de distribuição dos slots, que privilegiaram a Azul em detrimento de suas rivais, têm sido alvo de intensas criticas das demais empresas do setor.

O entendimento é que o governo decidiu privilegiar a Azul, e a Embraer e criou regras para justificar a decisão.

Dentre os critérios mais criticados está o peso de um terço para empresas com voos regionais no calculo de quem vai receber os novos slots.

As demais empresas defendem critérios de eficiência operacional, cujo peso na fórmula é de apenas um terço.

A Folha apurou que originalmente a Azul ganharia ainda mais do que os 13 recebidos, algo como 15 ou 16, mas, após protestos, os cálculos foram refeitos e chegou-se a 13 para a Azul e 8 para a Avianca.

Folha de S. Paulo