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Com as mãos na terra
03/04/2012

 

Projeto Horta Educativa, do Fundo Social de Solidariedade, incentiva educadores e alunos a cultivar hortaliças na escola e também em casa

 

Cultivar uma horta, ainda que no fundo do quintal, pode ser divertido, curioso e, sobretudo, saudável.


É a proposta do Horta Educativa, lançada pelo Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp). A meta para este ano é levar o projeto para cem municípios. A iniciativa já foi testada e aprovada por educadores e alunos em uma horta plantada ao lado da creche no  Palácio dos Bandeirantes e na Casa de Solidariedade II, no Parque Dom Pedro.


Outras duas estão cultivadas na Vila Curuçá e no São Remo, unidades administradas pelo Instituto  Criança Cidadã. Todos os educadores e cuidadores foram capacitados por técnicos da Secretaria da  Agricultura. Já as crianças visitaram a Fazenda Experimental na Cantareira para conhecer o dia a  dia no campo. Depois, as técnicas foram testadas com educadores e alunos na horta vitrine, ao lado da  creche no Palácio dos Bandeirantes.


Destinado a crianças de 4 a 8 anos, o projeto visa a criar hortas educativas em unidades  públicas de ensino, por meio de convênios. O intuito é ensinar, mesclando aulas teóricas e práticas, além de conceitos de educação ambiental, nutricional e valorização do meio rural via horticultura. A atividade interdisciplinar tem duração de um ano e conta com quatro tipos de apostilas:  Caderno de Atividades da Criança, Caderno do Educador, Caderno do Cuidador da Horta e Caderno da Família.


“Com a Horta Educativa pretendemos melhorar a alimentação das nossas crianças e reduzir o índice de doenças, como obesidade e diabetes”, ressaltou a presidente do Fussesp, Lu Alckmin, durante o lançamento do projeto, no Palácio dos Bandeirantes. O objetivo, segundo a presidente, é fortalecer o trabalho educacional direcionado à formação de valores sociais, culturais e alimentares compatíveis com a preservação da cultura do País, do meio ambiente e da promoção de hábitos alimentares saudáveis.


O município que quiser aderir ao projeto deverá procurar o Fussesp e indicar uma escola pública que tenha espaço adequado, com acesso a água potável e energia solar. O Fussesp repassará o Kit Horta (ferramentas+sementes), além do material didático. Caberá à Secretaria da Agricultura capacitar o educador e o cuidador da horta.


Origem – Dois casos de sucesso inspiraram o novo projeto. Um deles foi o do chef de cozinha inglês, Jamie Oliver, que revolucionou os colégios britânicos ao substituir o cardápio tradicional por refeições saudáveis com hortaliças, legumes e frutas, com resultados imediatos. Melhorou o rendimento escolar e diminuiu o índice de doenças, como obesidade e diabetes. Outro exemplo é o da horta orgânica, cultivada nos jardins da Casa Branca, pela primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama. Alunos de escolas primárias de Washington plantaram e colheram vegetais, legumes e ervas, cuja produção alimenta a família Obama, sendo usada, também, em eventos oficiais.


A campanha, chamada de Let’s Move, teve grande repercussão no combate à  obesidade infantil.


O projeto paulista conta com o apoio da TV Cultura, que cedeu a utilização das imagens da série infantil Cocoricó  para ilustração do material didático.


Da Agência Imprensa Oficial