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Pinacoteca entra para a lista do Google Art Project
04/04/2012

 

Acessibilidade ao museu é ampliada para o mundo inteiro com o recurso do passeio virtual

 

03/04/12 - 18h06




Palácio de Versailles, na França, MoMa (The Museum of Modern Art), em Nova York, Tate Modern, em Londres, e Van Gogh Museum, em Amsterdã. Ao todo, 150 museus do mundo fazem parte do Google Art Project. A iniciativa pioneira permite que pessoas de todo o planeta possam “passear” pelos corredores com algumas das mais importantes obras de arte já produzidas pela humanidade. Um ano após o lançamento do projeto, o mais antigo museu de São Paulo, a Pinacoteca do Estado, também figura neste seleto grupo.



Um total de 98 peças do acervo da Pinacoteca pode ser acessado pelo passeio virtual. O curador-chefe do museu, Ivo Mesquista, acredita que o projeto é importante para dar projeção à instituição. “A gente batalhou para ter mais projeção internacional para a Pinacoteca, e esse é um instrumento muito importante nesse sentido."
 
Partindo da mesma tecnologia que o Google Street View, todo o segundo andar foi fotografado por um carrinho com 15 câmeras. Os usuários podem percorrer as salas livremente ou trocar de ambiente a qualquer momento. Tendo interesse em alguma obra específica, basta clicar para que as informações apareçam. A tecnologia também permite uma excelente visualização.
 
O presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho, conta que sempre pensou no fato de nem todos terem condições de viajar pelo mundo e visitar certas exposições. Com esse espírito, ele explica a proposta da parceria: “queremos levar a Pinacoteca para o resto do mundo. A experiência [de visitar a Pinacoteca] também pode ser daqueles que não podem vir a São Paulo."
 
O Google Art Project aumenta a possibilidade de interação não só com a própria obra, mas também a chance de que cada usuário monte sua própria galeria, unindo diferentes mostras de acordo com o interesse de cada um. O gerente de desenvolvimento de novos negócios no Google, Alessandro Germano, afirma que é possível captar a essência do artista pela tela do computador. “Você tem uma ferramenta de zoom bastante poderosa, então consegue captar a essência do artista, as pinceladas, os detalhes. Além disso, temos também interação com redes sociais, então você consegue iniciar uma conversa com seus amigos a respeito.”
 
Segundo o diretor da Pinacoteca, Marcelo Araújo, esse projeto não substitui a visita ao museu. Pelo contrário, aumenta a qualidade, já que funciona como um complemento. “O acervo digital não é novidade para o museu, que já oferece em seu próprio site as imagens de toda a exposição. A diferença vem mesmo da qualidade tecnológica oferecida pelo Google”.
 
Do Portal do Governo do Estado