Notícias

Táxi poderá ter corrida por preço prefixado
08/01/2015

 

Taxista não será obrigado a oferecer esse modelo

 

DE SÃO PAULO

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) liberou os táxis da cidade de São Paulo para cobrar as corridas com preços prefixados, sem o uso dos taxímetros.

O valor deverá ser definido de acordo com a quilometragem percorrida e desconsidera congestionamento e outras intervenções no trânsito.

Hoje, a cobrança se dá pelo taxímetro --que calcula o preço com base na distância e no tempo. Essa opção continuará a existir --o passageiro escolherá o que prefere.

O uso desse sistema não será obrigatório e dependerá da concordância do taxista.

O sindicato dos taxistas diz que a medida cria "bagunça" na cidade. Ele quer se reunir nesta quinta (8) com o secretário Jilmar Tatto (Transportes) para reverter a iniciativa.

Tatto, por sua vez, disse que a novidade legaliza o que já existia informalmente.

Formalmente, o sistema já é usado em locais como aeroporto de Congonhas e terminal rodoviário Tietê.

A nova opção foi publicada no "Diário Oficial" da cidade nesta quarta-feira (7).

Para quem preferir o valor fechado, o cálculo da distância poderá ser feito por qualquer sistema de mapa eletrônico em GPSs ou via internet.

Uma tabela com os valores foi divulgada pela prefeitura. Um passageiro que deixa a avenida Eng. Luís Carlos Berrini (zona sul) em direção à avenida Paulista (centro), por exemplo, pagaria R$ 48 pela bandeira 1, considerando a distância de 13,3 km descrita no Google Maps.

O decreto foi publicado um dia depois de começarem a valer os novos valores para a corrida de táxi na cidade.

O reajuste de 9,8% entrou em vigor nesta terça-feira (6) e elevou a bandeirada do táxi comum de R$ 4,10 para R$ 4,50 e o quilômetro rodado de R$ 2,50 para R$ 2,75 para a bandeira 1.

Natalício Bezerra, presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, afirmou que a mudança provoca uma "confusão" entre taxistas e passageiros. "Vai ser humanamente impossível aplicar isso para um táxi que você pega na rua", disse.

Folha de S. Paulo