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O Futuro do Metrô
04/04/2012

 

Novas linhas e trens, expansão de linhas existentes, mais conexões e modernização de carros e de sistema de sinalização e de tráfego

 

Expansão de linhas existentes, criação de novas, compra de trens,  modernização de frota e de equipamentos são as principais ações em  andamento na Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) para aumentar a oferta de transporte público. De 74,3 km de linhas,  o sistema metroviário da capital paulista passará para 105,5 km, até  2014. O número de passageiros  transportados saltará de 4,4 milhões nos dias úteis para 7 milhões,  no mesmo período. Quatro anos depois, atingirá 9 milhões. O intervalo de tempo entre os trens será  reduzido em 20% o que aumentará o número de viagens e atenderá a mais usuários.


Se considerar a rede metroviária paulista – já que há integração tarifária – são 335 km de trilhos por onde são transportados diariamente 7,1 milhões de pessoas. As mudanças em curso se estendem além da preparação de infraestrutura para a Copa do Mundo 2014, salienta o presidente do Metrô, Sérgio Avelleda. “São projetos para ampliar a oferta de viagens, melhorar o trânsito e a qualidade do ar”. Há projetos de linhas novas e outros que ainda estão em estudo de viabilidade.


Com as melhorias e os investimentos até 2014, o sistema de transporte terá condições de atender aos torcedores com destino ao estádio de Itaquera, uma das sedes dos jogos, garante o presidente.  “As Linhas 3-Vermelha (do Metrô) e a 11-Coral (da CPTM) têm capacidade de transportar 120 mil pessoas por hora por sentido”, destaca. O Metrô e a CPTM estão vinculados à Secretaria de Transportes Metropolitanos.


Expansão nas linhas 2, 4 e 5  – Obras de expansão estão em execução em três linhas: 2-Verde, 4-Amarela e 5-Lilás. O trecho estendido da Linha 2 será feito por monotrilho (trem elevado) e ligará a atual Estação Vila Prudente até o Hospital Cidade Tiradentes. O prolongamento se estenderá por 24,5 km, com 17 estações e 2 pátios de manutenção, O investimento previsto é de R$ 4,9 bilhões e inclui a compra de 54 trens. Em 2016, quando estiver pronto, transportará 540 mil passageiros por dia. Trecho entre Vila Prudente e Oratório (de 2,9 km) está em obras com previsão de término em 2013. Só com esse acréscimo será possível atender a mais 340 mil pessoas diariamente.


É a primeira experiência do Metrô com adoção de monotrilho. “É mais rápido e barato de instalar que o metrô convencional. Funciona com motor elétrico, atinge boa velocidade e a capacidade de transporte é de média a alta”, enumera o presidente. 


O monotrilho caminha por viga de concreto fina e elevada (12 a 15 metros de altura) com pneus de borracha, explica Avelleda.


“Não tem poluição visual nem ambiental e é mais silencioso”.


As cinco novas estações da Linha 4 (do Butantã até Vila Sônia) estão em fase de assinatura de contrato de obras civis. Com investimento de R$ 1,8 bilhão, terá 3,9 km de extensão e a obra é feita por parceria público-privada (PPP). A responsabilidade de operação e manutenção é da concessionária privada ViaQuatro que já cuida das seis estações (9 km) que estão em operação desde 2011. Quando estiver pronta, atenderá 940 mil usuários por dia. Está em estudos outro prolongamento que ligará a Vila Sônia a Taboão da Serra.


A Linha 5 terá mais 11 estações, 26 novos trens fabricados pela CAF (Espanha) que percorrerão 11,7 km interligando o Largo Treze à Chácara Klabin ao custo de R$ 6,9 bilhões. Trecho do Largo Treze a Adolfo Pinheiro está em obras com previsão de entrega em 2013. As outras 10 estações (de Adolfo Pinheiro à Chácara Klabin) deverão ser concluídas em 2015. Está em estudo preliminar outro alongamento: do Capão Redondo ao Jardim Ângela. Estima-se transportar 644 mil usuários por dia após o fim das obras.


Mais quatro linhas  – Além das quatro existentes, o Metrô tem projeto de construir mais quatro linhas: 6 (Laranja), 15 (Branca), 17 (Ouro) e a 18 (Bronze).


A Linha 6 interligará o extremo oeste (Bandeirantes) ao leste (Cidade Líder) da cidade. A fase inicial, de Brasilândia até São Joaquim, tem previsão de início das obras no 1º trimestre de 2013. Serão 15,9 km, 15 estações e investimento estimado de R$ 10,1 bilhões para transportar 640 mil passageiros por dia.


Está em estudo uma segunda fase com dois prolongamentos: na extremidade oeste até Pirituba (Brasilândia até Bandeirantes, com 6,1 km) e na extremidade leste chega à Cidade Líder (de São Joaquim até Anália Franco são 8,4 km e mais 6,1 km de Anália Franco até Cidade Líder). A obra aguarda licença ambiental e decisão de edital para ser tocada por PPP.


O projeto funcional da Linha 15 prevê ligação de 13,6 km entre Vila Prudente e Dutra (divisa com Guarulhos), com 12 estações e um pátio de manutenção. Com investimento estimado em R$ 7,8 bilhões, a previsão de início das obras é em 2014.


O lançamento do edital ocorrerá no 2º semestre de 2013. No momento, realizam--se serviços de sondagens em Vila Prudente, Mooca, Aricanduva e Penha para identificação da geologia do subsolo.


Claudeci Martins


Da Agência Imprensa Oficial