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Mercados estudam cobrar pela embalagem
16/01/2015

 

DE SÃO PAULO

As novas regras para a padronização das sacolinhas divulgadas pela Prefeitura de São Paulo não foram bem recebidas pelo varejo.

De fabricação mais cara, as embalagens produzidas a partir de material de fontes renováveis, que substituirão as sacolas plásticas brancas, vão provocar impacto direto nos custos das empresas.

Segundo informou o prefeito Fernando Haddad no comunicado feito na quarta-feira (7), as embalagens poderão ser doadas ou vendidas pelas lojas.

Haddad disse esperar que a concorrência no setor balize a decisão dos varejistas sobre doar o produto ou cobrar por ele. "Hoje, o supermercado já pode vender. Ele não é obrigado por lei a doar. Eles distribuem pela concorrência entre eles, mas não é a prefeitura que determina."

Segundo a Folha apurou, grandes estabelecimentos estudam uma forma de cobrar dos consumidores o custo excedente. Também foi discutida a possibilidade de pedir à prefeitura que aumente o prazo para a entrada em vigor.

A nova regra passa a valer a partir do dia 5 de fevereiro.

Procurada, a Apas (entidade que reúne os supermercadistas) disse apenas que está analisando o conteúdo da norma.

Folha de S. Paulo