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Carnaval de rua em SP começa hoje com restrição de horário
30/01/2015

 

Cidade terá pelo menos 300 blocos, que só poderão desfilar até as 22h e serão dispersados; bares terão de fechar até a 1h

 

Prefeitura criou regras para reduzir impacto nos bairros; expectativa é que 2 milhões de foliões vão à rua até março

JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO

O Carnaval de rua de São Paulo dá hoje (30/1) sua largada em uma maratona que vai durar até o dia 1º de março. Pelo menos 17 blocos, arrastando ao todo cerca de 100 mil foliões, desfilarão até este domingo (1º/2).

Para diminuir o impacto para moradores dos bairros mais agitados, a prefeitura criou regras para a festa.

Os blocos só poderão ficar nas ruas até as 22h.

A região central e a de Pinheiros (zona oeste) serão as mais movimentadas da cidade. Um esquema de segurança e logística foi montado para minimizar os transtornos.

Ao todo, 300 grupos deverão desfilar na capital juntando até 2 milhões de foliões. Para dar conta da demanda, cerca de 6.000 banheiros químicos e 81 ambulâncias (de remoção e com UTI) vão estar à disposição.

A administração municipal vai investir R$ 4 milhões no evento, que contará ainda com R$ 500 mil de patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Será o maior Carnaval de rua já realizado na cidade. O número de blocos cadastrados --que pediram apoio à prefeitura-- é 65% maior que o do ano passado.

Além disso, há grupos fechados, com patrocínio próprio, os que se formam de última hora e também festas realizadas dentro de bares.

"A intenção é fazer o Carnaval de rua mais organizado o possível, com o maior apoio possível da prefeitura. O evento é uma manifestação espontânea da cidade. Nosso objetivo é garantir a infraestrutura para quem quer participar e respeitar a vontade de descanso de quem não quer participar", diz o vereador Nabil Bonduki (PT).

Ele assume a Secretaria da Cultura, responsável pelo evento, na semana que vem.

DISPERSÃO

Os responsáveis pelos blocos estão sendo avisados para não permitir, após os desfiles, que os foliões continuem aglomerados em pontos específicos, sobretudo em regiões mais agitadas como a Vila Madalena, a rua Augusta e a Vila Mariana.

A PM e 600 agentes da Guarda Civil Metropolitana irão "dispersar" grandes concentrações até as 24h. Os bares terão de respeitar a Lei do Silêncio e fechar à 1h.

A CET (Companhia de Engenharia de Trafego) vai proibir o estacionamento de carros em ruas por onde os blocos maiores irão passar.

Na próxima quarta-feira (4/2), o Ministério Público de São Paulo vai fazer uma reunião com a prefeitura e com representantes de moradores da Vila Madalena que não querem o Carnaval no bairro para discutir a festa.

Para a administração municipal, o evento não irá agravar mais a crise hídrica da cidade. A limpeza será feita com água de reúso.

Folha de S. Paulo