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Produção industrial cai (-2,8%) em dezembro e fecha 2014 em -3,2%
03/02/2015

 

Em dezembro de 2014, a produção industrial nacional mostrou queda (-2,8%) frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, acentuando o ritmo de perda frente ao verificado em novembro último (-1,1%). Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou redução (-2,7%) em dezembro de 2014, décima taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação. Assim, os índices do setor industrial também foram negativos tanto para o fechamento do quarto trimestre de 2014 (-4,1%), como para o acumulado no segundo semestre do ano (-3,9%), nas comparações contra iguais períodos do ano anterior. No índice acumulado para o ano de 2014, a atividade industrial recuou (-3,2%) frente a igual período do ano anterior, após registrar queda (-2,3%) em 2012 e crescimento de 2,1% em 2013. O acumulado em 12 meses, com o recuo (-3,2%), manteve a trajetória descendente iniciada em março último (2,0%).

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/2014/pimpfbr/.

17 dos 24 ramos investigados registram resultados negativos em dezembro

A redução da atividade industrial na passagem de novembro para dezembro (-2,8%) mostrou resultados negativos nas quatro grandes categorias econômicas e em 17 dos 24 ramos pesquisados. Entre os setores, as principais influências negativas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-5,8%), máquinas e equipamentos (-8,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,5%), com o primeiro eliminando o acréscimo de 0,4% observado no mês anterior; o segundo assinalando o quarto mês seguido de queda na produção e acumulando -10,5% nesse período; e o último intensificando a queda registrada em novembro último (-1,3%). Outras contribuições negativas importantes sobre o total da indústria vieram das atividades de produtos têxteis (-12,0%), de produtos diversos (-16,3%, eliminando o avanço de 17,2% verificado no mês anterior), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,6%), de metalurgia (-2,1%), de produtos de borracha e de material plástico (-2,8%), de produtos de metal (-3,0%) e de produtos de minerais não-metálicos (-1,7%). Entre os cinco ramos que ampliaram a produção nesse mês, destacam-se confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,7%), perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (2,3%), bebidas (2,8%) e indústrias extrativas (0,5%).

Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital, ao recuar (-23,0%), assinalou a queda mais acentuada em dezembro de 2014. Esse recuo foi o mais intenso desde janeiro de 2012 (-23,1%) e o segundo consecutivo nesse tipo de comparação, acumulando nesse período -23,3%. Os segmentos de bens de consumo duráveis (-2,2%), de bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e de bens intermediários (-0,8%) também registraram taxas negativas nesse mês, com os dois primeiros apontando três meses consecutivos de queda na produção e acumulando nesse período, respectivamente, -6,8% e -4,3%; e o último com acumulado de -3,0% entre setembro e dezembro.

Média móvel trimestral recua (-1,2%)

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou recuo (-1,2%) no trimestre encerrado em dezembro frente ao nível do mês anterior, acentuando o ritmo de queda verificado em novembro (-0,5%), quando interrompeu dois meses consecutivos de taxas ligeiramente positivas: setembro (0,2%) e outubro (0,1%). Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de capital (-7,7%) registrou a redução mais acentuada em dezembro e interrompeu a trajetória ascendente iniciada em agosto de 2014. Os segmentos de bens de consumo duráveis (-2,3%), de bens de consumo semi e não duráveis (-1,4%) e de bens intermediários (-0,4%) também assinalaram taxas negativas nesse mês, com o primeiro revertendo três meses de resultados positivos consecutivos, que acumularam expansão de 12,6%; o segundo intensificando as taxas negativas verificadas nos meses de outubro (-0,3%) e de novembro (-0,5%); e o último mantendo o comportamento predominantemente negativo presente desde maio de 2014.

Na comparação com dezembro de 2013, produção industrial cai (-2,7%)

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou queda (-2,7%) em dezembro de 2014, com resultados negativos nas quatro grandes categorias econômicas e em 18 dos 26 ramos. Vale citar que dezembro de 2014 (22 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (21). Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias (-11,5%), produtos alimentícios (-6,1%), metalurgia (-11,3%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-22,6%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de máquinas e equipamentos (-7,4%), de produtos têxteis (-14,0%), de produtos de metal (-5,8%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,3%), de produtos de minerais não-metálicos (-2,6%), de outros produtos químicos (-1,7%), de produtos de borracha e de material plástico (-2,8%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,7%). Por outro lado, entre as oito atividades que aumentaram a produção, o principal impacto foi observado em indústrias extrativas (9,0%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital (-11,9%) e bens de consumo duráveis (-9,7%) assinalaram, em dezembro de 2014, as quedas mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens intermediários (-1,5%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-1,3%) também apontaram resultados negativos nesse mês, mas com intensidade menor do que a média nacional (-2,7%).

O setor produtor de bens de capital mostrou queda (-11,9%) no índice mensal de dezembro de 2014, décimo resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e mais intenso do que o verificado no mês anterior (-11,0%). Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado pelo recuo observado na maior parte dos seus grupamentos, com destaque para a redução de bens de capital para equipamentos de transporte (-17,6%). As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital agrícola (-24,7%), para construção (-35,9%) e para energia elétrica (-6,8%), enquanto os grupamentos de bens de capital para fins industriais (1,7%) e de uso misto (0,1%) apontaram os resultados positivos em dezembro de 2014.

O segmento de bens de consumo duráveis, ao recuar (-9,7%) em dezembro de 2014, também assinalou a décima taxa negativa consecutiva no índice mensal, mas com queda menos intensa do que a verificada em novembro (-11,4%). Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-7,7%) e de eletrodomésticos da "linha marrom" (-47,2%). Outros impactos negativos importantes vieram de móveis (-4,0%) e de outros eletrodomésticos (-3,3%). Por outro lado, as principais influências positivas foram observadas em motocicletas (7,8%) e eletrodomésticos da "linha branca" (9,8%).

A queda na produção de bens intermediários (-1,5%) em dezembro de 2014 foi a décima taxa negativa consecutiva na comparação com igual mês do ano anterior, mas com intensidade menor do que a observada em novembro último (-6,0%). O resultado foi explicado principalmente pelos recuos nos produtos associados às atividades de produtos alimentícios (-13,0%), de metalurgia (-11,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,4%), de produtos de metal (-8,6%), de produtos têxteis (-13,7%), de outros produtos químicos (-2,0%), de produtos de borracha e de material plástico (-3,3%) e de produtos de minerais não-metálicos (-2,7%), enquanto as pressões positivas foram assinaladas por indústrias extrativas (9,0%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,3%), celulose, papel e produtos de papel (2,2%) e máquinas e equipamentos (0,2%). Vale citar os resultados observados nos grupamentos de insumos para construção civil (-5,7%), que marcou a décima queda consecutiva nesse tipo de comparação, e de embalagens (0,5%), que volta a crescer após recuar em outubro (-3,5%) e novembro (-1,6%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis, com redução (-1,3%), também mostrou resultado negativo em dezembro de 2014, após registrar -0,2% em outubro e -3,7% em novembro. O desempenho nesse mês foi explicado principalmente pelos recuos observados nos grupamentos de carburantes (-9,9%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-2,0%). Por outro lado, os índices positivos foram assinalados pelos subsetores de não-duráveis (2,9%) e de semiduráveis (1,7%).

Produção industrial cai (-4,1%) no quarto trimestre de 2014

Em bases trimestrais, o setor industrial, ao recuar (-4,1%) no quarto trimestre de 2014, assinalou a terceira taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto e teve queda mais acentuada do que a verificada no período de julho a setembro (-3,6%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não-duráveis (de -0,1% para -1,9%) e bens intermediários (de -2,8% para -4,3%) mostraram as principais perdas entre os dois períodos, mas permaneceram no quarto trimestre de 2014 com os resultados negativos menos acentuados. O setor produtor de bens de capital (de -11,5% para -11,8%) registrou ligeiro aumento na intensidade de queda entre os dois períodos, enquanto o segmento de bens de consumo duráveis, ao passar de -11,2% no terceiro trimestre de 2014 para -8,9% no trimestre seguinte, apontou a única redução no ritmo de queda. Esses dois últimos segmentos prosseguiram no último trimestre do ano com os recuos mais elevados nesse tipo de comparação.

Produção industrial cai (-3,2%) no acumulado em 2014

No índice acumulado para os doze meses de 2014, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou queda (-3,2%), com perfil disseminado de taxas negativas, alcançando as quatro grandes categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 60 dos 79 grupos e 63,9% dos 805 produtos pesquisados. Entre os setores, o principal impacto negativo foi observado em veículos automotores, reboques e carrocerias (-16,8%). Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores de metalurgia (-7,4%), de produtos de metal (-9,8%), de máquinas e equipamentos (-5,9%), de outros produtos químicos (-3,6%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,2%), de produtos alimentícios (-1,4%) e de produtos de borracha e de material plástico (-4,0%). Por outro lado, entre as seis atividades que ampliaram a produção, as principais influências foram observadas em indústrias extrativas (5,7%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,4%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para o índice acumulado nos doze meses de 2014 mostrou menor dinamismo para bens de capital (-9,6%) e bens de consumo duráveis (-9,2%), pressionadas especialmente pela redução na fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (-16,6%), na primeira, e de automóveis (-14,6%), na segunda. Os segmentos de bens intermediários (-2,7%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,3%) também assinalaram resultados negativos no índice acumulado no ano, mas ambos com queda menos intensa do que a observada na média nacional (-3,2%).

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