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Governo inicia obras 'pré-rodízio' para garantir água em hospitais
12/02/2015

 

Solução técnica é fazer uma ligação direta entre as adutoras e os prédios considerados prioritários

 

Além de unidades de saúde, ideia do governo paulista é fazer essa conexão com presídios, delegacias e escolas

FELIPE SOUZA
FABRÍCIO LOBEL
DE SÃO PAULO

Como preparação para um possível rodízio de água na cidade de São Paulo, a Sabesp iniciou uma série de obras para garantir o abastecimento ininterrupto para locais como hospitais, delegacias, presídios e escolas.

A solução técnica é fazer uma ligação direta entre as adutoras, que nunca secam, e os prédios escolhidos pelo governo como prioritários.

As adutoras funcionam como grandes artérias que enviam água para reservatórios. De lá, a água segue por redes de tubulações menores que abastecem casas e prédios, mas também esses hospitais e presídios, por exemplo.

As obras que a Sabesp tem feito agora pretendem cortar esse caminho numa ligação direta entre os prédios prioritários e as adutoras --que continuam com alta pressão mesmo em caso de rodízio.

O hospital São Camilo, por exemplo, informou que a Sabesp fez uma obra desse tipo na unidade Pompeia (zona oeste) e ainda fará isso nos prédios do Ipiranga (zona sul) e de Santana (zona norte).

A Folha presenciou uma dessas obras no hospital Samaritano, em Higienópolis (centro), nesta quarta (11).

Um funcionário da empresa contratada pela Sabesp para fazer o serviço, e que pediu para não ser identificado, afirmou que será feita uma ligação de 370 metros do prédio até uma adutora. Serão 250 metros do hospital à praça Esther Mesquita e mais 120 de lá até a adutora, disse.

Os dois hospitais informaram que as obras foram uma iniciativa da Sabesp.

Os hospitais das Clínicas (centro) e Santa Marcelina de Itaquera (zona leste), por exemplo, já possuem esse tipo de ligação há décadas.

Essa manobra, porém, pode danificar parte da tubulação desses prédios, já que a pressão direta pela adutora é muito maior que a suportada pelos encanamentos.

Funcionários da Sabesp disseram à reportagem, porém, que esse tipo de operação não poderá ser feita em todas as escolas e prontos-socorros da Grande SP.

Para esses casos, a Sabesp teria de providenciar um plano de abastecimento emergencial, contando com caminhões-pipa, por exemplo.

A Sabesp diz que sempre priorizou escolas e hospitais.

Folha de S. Paulo