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IPCA de março fica em 1,32%
08/04/2015

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março apresentou variação de 1,32%, ficando 0,10 ponto percentual acima da taxa de fevereiro (1,22%). Este é o maior índice mensal desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, além de ser a taxa mais elevada para os meses de março desde 1995 (1,55%). Com isto, o acumulado no ano de 2015 ficou em 3,83%, a maior taxa para um primeiro trimestre desde 2003, quando a alta foi de 5,13%. Nos últimos doze meses, o índice foi para 8,13%, o mais elevado desde dezembro de 2003 (9,30%). Em março de 2014, o IPCA ficou em 0,92%.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm.

Mais da metade do índice de março ficou na conta da energia elétrica, cujo aumento médio de 22,08% gerou 0,71 ponto percentual (p.p.) de impacto, o mais expressivo do mês, que representou 53,79% do IPCA. Com a entrada em vigor, a partir de 02 de março, da revisão das tarifas aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) ocorreram aumentos extras, fora do reajuste anual, para cobrir custos das concessionárias com a compra de energia. Na mesma data, houve reajuste de 83,33% sobre o valor da bandeira tarifária vigente, a vermelha, passando de R$ 3,00 para R$ 5,50.

No Rio de Janeiro, a variação da energia refletiu, também, o reajuste anual de 34,91% em uma das concessionárias, que entrou em vigor em 15 de março. À exceção de Recife, que apresentou variação de 0,65% em razão de redução de impostos, as demais regiões pesquisadas tiveram aumentos significativos na energia.

Com os aumentos ocorridos, o consumidor está pagando neste ano, em média, 36,34% a mais pelo uso da energia, enquanto nos últimos doze meses as contas já estão 60,42% mais caras.

Assim, os gastos com Habitação, onde se encontra o item energia, registraram o maior resultado de grupo, 5,29%. Nele sobressaem, ainda, o aumento de 1,25% no item mão de obra para pequenos reparos e de 0,96% no condomínio.

As despesas com Alimentação e Bebidas subiram 1,17% e exerceram impacto de 0,29 p.p. Juntos, o grupo dos alimentos e o da Habitação exerceram impacto de 1,08 p.p., representando 81,82% do IPCA do mês.

Nos alimentos, que ficaram 3,50% mais caros neste ano e 8,19% nos últimos doze meses, foram registrados aumentos expressivos em alguns itens, especialmente na cebola (15,10%) e nos ovos (12,75%).

Dentre os demais grupos, cabe destacar a alta da gasolina, do grupo dos Transportes (0,46%), cujos preços se elevaram em 1,26%, ainda refletindo uma parte do aumento nas alíquotas do PIS/COFINS que entrou em vigor em primeiro de fevereiro. Com isto, o litro do combustível totaliza 9,80% de aumento médio neste ano, atingindo 13,36% na região metropolitana de Salvador. Considerando os últimos doze meses, a alta foi de 11,49%, chegando a 17,05% na região de Fortaleza.

Ainda nos Transportes, sobressai a alta de 0,85% no item ônibus urbano, reflexo de variações apropriadas em Goiânia (10,00%), onde o reajuste de 17,85% no valor das tarifas está em vigor desde o dia 16 de fevereiro; Porto Alegre (7,97%), onde o reajuste foi de 10,85% a partir de 22 de fevereiro, e Curitiba (3,40%), onde o reajuste de 15,78% vigora desde o dia 06 de fevereiro. Neste ano, as tarifas de ônibus urbanos estão, em média, 11,91% mais caras, e ainda não foram reajustadas em quatro das 13 regiões pesquisadas. Considerando os últimos doze meses, a média é de 14,05%, com duas regiões sem reajuste.

Também no grupo dos Transportes, os seguintes itens exerceram pressão: seguro voluntário de veículo (3,05%); acessórios e peças (1,50%), automóvel usado (1,28%) e conserto de automóvel (1,15%).

Cabe registrar, ainda, a alta de 1,36% no item higiene pessoal, do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,69%).

Do lado das quedas, os destaques ficaram com os itens passagens aéreas (-15,45%) e telefone fixo (-4,13%). Neste, a queda se deve à redução média de 22,00% nas tarifas de telefonia fixa para móvel, vigente a partir de 24 de fevereiro.

Quanto aos índices regionais, o maior foi o de Porto Alegre (1,81%). A pressão veio da energia elétrica (27,21%) e ônibus urbano (7,97%). A energia elétrica refletiu o reajuste extraordinário médio de 26,31% em vigor desde o dia 2 de março. Quanto ao item ônibus urbano, houve reajuste de 10,85% a partir de 22 de fevereiro. Os menores índices foram os de Recife (0,56%) e Belém (0,58%). Em Recife, o item energia elétrica (0,65%) apresentou o menor resultado em relação às demais regiões, em função do mais baixo reajuste extraordinário (1,45%) e da queda das alíquotas de PIS/Cofins. Em Belém, os alimentos consumidos em casa ficaram em 0,17%, bem abaixo da média nacional (1,17%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de fevereiro a 27 de março de 2015 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de janeiro a 27 de fevereiro de 2015 (base).

INPC variou 1,51% em março

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 1,51% em março, 0,35 p.p. acima do resultado de fevereiro (1,16%). No primeiro trimestre do ano, o índice situa-se em 4,21%, acima do percentual de 2,10% registrado em igual período de 2014. Considerando os últimos doze meses, a taxa foi para 8,42%, bem acima dos 7,68% dos doze meses anteriores. Em março de 2014 o INPC foi de 0,82%.

Os produtos alimentícios se apresentaram com 1,21% em março, enquanto em fevereiro a taxa foi de 0,86%. O agrupamento dos não alimentícios teve variação de 1,64% em março, acima da taxa de 1,29% de fevereiro.

Dentre os índices regionais, o maior ficou com a região metropolitana de Curitiba (2,30%), em virtude da alta de 33,06% nas tarifas de energia elétrica, que com peso de 4,49% gerou impacto de 1,49 ponto percentual no índice da área. Os alimentos (1,76%) também pressionaram o resultado. O menor índice foi o de Belém (0,55%), onde os alimentos se apresentaram com 0,55% de variação, bem abaixo da média nacional (1,21%).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de fevereiro a 27 de março de 2015 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de janeiro a 27 de fevereiro de 2015 (base).

Comunicação Social
08 de abril de 2015

www.ibge.gov.br