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Consumidor receberá duas sacolinhas de graça em SP
29/04/2015

 

Medida irá de 11 de maio até 10 de julho e independe do valor da compra

 

Acordo entre associação de supermercados e Procon prevê ainda desconto para quem levar sua embalagem

DE SÃO PAULO

Clientes de supermercados irão receber duas sacolinhas renováveis gratuitamente por compra --e um desconto caso levem sua própria ecobag. As medidas estão previstas em acordo firmado pelo Procon com a Apas (Associação Paulista de Supermercados).

As regras começam a valer em 11 de maio e durarão dois meses (até 10 de julho), no caso das embalagens gratuitas, e seis meses (até 10 de novembro), no caso do desconto.

Desde o dia 5, por determinação da Prefeitura de São Paulo, o comércio está proibido de disponibilizar sacolinhas brancas de plástico.

Elas foram substituídas por um modelo maior e mais resistente, feito de material renovável, em duas cores: verde para os resíduos secos e cinza para os orgânicos.

A maioria dos supermercados passou a cobrar de R$ 0,08 a R$ 0,10 por unidade, afirmando que as novas sacolas são mais caras. A lei não proíbe a cobrança, mas a atitude foi classificada como um abuso pelo Procon.

ACORDO

Ficou acertado que, independentemente do valor da compra, o cliente terá direito a duas sacolinhas, sem custo. A partir da terceira, poderá haver cobrança, mas pelo preço de custo, que deverá estar explicitado e à disposição do consumidor.

No período de 11 de maio e 10 de novembro, os consumidores que levarem sua própria sacola terão desconto acumulativo de R$ 0,03 a cada cinco itens adquiridos, ou a cada compra no valor de R$ 30, também acumulativo.

O acordo prevê que as lojas deverão vender promocionalmente ecobags pelo mesmo período.

Segundo o superintendente da Apas, Carlos Correa, o prazo visa mudar o hábito de usar sacolas plásticas. Após esse período, os supermercados venderão as sacolas --mas pelo preço de custo, além de possíveis impostos.

Correa afirmou que no último mês foi registrada uma queda de 80% no uso das sacolinhas plásticas nos supermercados.

Folha de S. Paulo