Notícias

Haddad monta estratégia para fechar av. Paulista
01/07/2015

 

Prefeitura busca ampliar apoio para que via vire uma área de lazer aos domingos

 

ANDRÉ MONTEIRO
ARTUR RODRIGUES
DE SÃO PAULO

Depois do teste de fechamento da avenida Paulista para os automóveis no último final de semana, a gestão Fernando Haddad (PT) montou uma estratégia em busca de apoio para transformar a via em área de lazer, de forma definitiva, aos domingos.

O primeiro passo é a aprovação da ideia pelos membros do Conselho da Cidade, que se reúnem nesta quarta (1º). No encontro, a prefeitura vai apresentar relatórios sobre os impactos das medidas e propor mais um teste de fechamento do Minhocão no sábado (4), a partir das 15h.

A equipe de Haddad já trata como "irreversível" a ampliação das duas vias como espaços de lazer aos finais de semana --especialmente devido à repercussão política positiva do teste na Paulista no domingo (28) das 10h às 17h.

No caso da avenida, estão sendo avaliados cenários de horários e sua regularidade --uma possibilidade seria adotar a medida a cada 15 dias.

Haddad já recebeu sinal verde de técnicos de transporte da prefeitura, que estudam agora alterações viárias como desvio de linhas de ônibus que passam na Paulista.

Além do Conselho da Cidade, Haddad pretende submeter as ideias ao Ministério Público, para evitar questionamentos --como ocorreu com a expansão de ciclovias na cidade, que chegou a ter obras suspensas pela Justiça.

A ideia de fechar a Paulista para automóveis já foi adotada em 2004, em alguns trechos, na gestão Marta Suplicy (que saiu do PT para entrar no PSB). No ano seguinte, foi interrompida pela gestão José Serra (PSDB).

Hospitais da região da Paulista ainda estão avaliando os impactos do fechamento da via aos domingos.

O Santa Catarina, que tem uma das entradas pela avenida, é contra bloqueá-la totalmente. Embora diga apoiar a criação de novos espaços de lazer, afirma que a medida na Paulista "causaria sérios transtornos aos pacientes que necessitem de atendimento de urgência nos complexos hospitalares da região".

Folha de S. Paulo