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Rios da região de Campinas entram em nível de alerta
11/08/2015

 

Agricultura e indústria terão menos água se o volume continuar a cair

 

Medida atingiria ainda firmas de saneamento e criação de animais; fundo do rio Piracicaba ficou visível com a seca

VENCESLAU BORLINA FILHO
DE CAMPINAS

Há 15 dias sem chuva, a região de Campinas (a 93 km de SP), uma das mais afetadas pela crise da água, tem três rios em estado de alerta.

Com isso, nos próximos dias pode haver restrição na captação de água, conforme norma da ANA e do Daee (agências reguladoras federal e estadual).

Se a vazão dos rios continuar a cair, empresas de saneamento e criadores de animais terão de captar 20% menos que o limite. Para indústrias e irrigação, a redução será de 30%. A próxima medição será feita na quinta (13).

Situação semelhante só ocorreu neste ano em janeiro e em maio, meses em que ainda chovia eventualmente.

Agora, a situação é mais crítica, já que não há previsão de chuva na região ao menos até sexta (14).

Ao todo, 26 municípios dependem parcial ou totalmente das águas dos rios Atibaia (em seu ponto mais baixo), Camanducaia e Jaguari.

Nesta segunda (10), a vazão do baixo Atibaia chegou a 3.990 litros por segundo. Quando atingir 3.500, terá início a restrição.

Já o rio Jaguari tem vazão de 3.520 l/s. A restrição ocorrerá quando cair para 2.000. Os dois rios dependem exclusivamente do Cantareira.

Já o rio Camanducaia, com 1.670 l/s, está perto do nível de restrição, de 1.500. O Camanducaia não depende da liberação de água do Cantareira.

Nesta segunda, o sistema liberava 3.960 l/s à região, acima do estabelecido em resolução (3.500).

Já em Piracicaba, a vazão no rio homônimo está 78% abaixo da média do mês. Com isso, ressurgiram pedras no manancial, que, em situação normal, ficam submersas. O baixo volume também favorece a concentração de espuma.

Folha de S. Paulo