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Sabesp deve propor nova cobrança de tarifa de água até o fim do ano
19/08/2015

 

Criação de taxa fixa, além do consumo, é uma das ações estudadas

 

FABRÍCIO LOBEL
DE SÃO PAULO

A Sabesp (empresa de saneamento de SP) planeja propor até o fim do ano mudanças em seu modelo de cobrança de tarifa de água e esgoto.

A informação foi dada pela companhia nesta terça-feira (18) durante apresentação do balanço do segundo trimestre a investidores.

Para entrar em vigor, a proposta precisa ser aprovada pela Arsesp, agência que regula o setor no Estado.

Segundo a empresa, a reforma da estrutura da tarifa não significa, necessariamente, o aumento da conta de água e esgoto, mas sim a alteração da forma como a tarifa é organizada.

No início do mês, o presidente da Sabesp disse que a estatal estudava, por exemplo, o fim da tarifa mínima cobrada de quem consome até 10 mil litros por mês.

Atualmente, os clientes da Grande São Paulo que consomem 1.000 ou 9.000 litros de água por mês pagam o mesmo valor: R$ 41,28.

A ideia é substituir a tarifa mínima por uma taxa fixa, como uma assinatura de serviço, paga por todos os clientes da Sabesp. Além dessa taxa, o cliente pagaria exatamente pelo volume que consumiria.

Segundo o diretor-financeiro da estatal, Rui Affonso, o fim da tarifa mínima é só um dos modelos estudados.

Outra possibilidade é a remodelação do sistema de subsídio cruzado, em que grandes consumidores pagam tarifas mais altas por litro de água, subsidiando a tarifa daqueles que consomem menos. Esse princípio é usado parcialmente hoje.

As análises sobre a revisão da tarifa contam com o auxílio do Banco Mundial. Segundo Affonso, no entanto, os estudos sobre o melhor modelo tarifário são prejudicados pela crise hídrica.

"As simulações são muito difíceis de serem feitas. Pois, em qualquer projeção, partimos de dados de um momento muito atípico [de crise hídrica e de redução do volume de água consumido em São Paulo]", disse.

CANTAREIRA

Maior reservatório de água potável da Grande São Paulo, o sistema Cantareira completou nesta terça o seu sexto dia consecutivo de queda.

O conjunto de represas fechou o dia com 13% de sua capacidade, já considerando duas cotas do volume morto (porção de água que fica abaixo dos canos de captação de água da Sabesp).

A última vez que o nível do Cantareira aumentou foi na primeira semana de junho.

Folha de S. Paulo