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Brasileiro 'esquece' na gaveta 27% das moedas em circulação
24/04/2012

 

MAELI PRADO
DE BRASÍLIA

De todas as moedas cunhadas no Brasil desde 1994 (início do Plano Real), 27%, ou R$ 508,3 milhões, estão fora de circulação, perdidas em gavetas e fundos de armários ou esquecidas em cofrinhos, diz o Banco Central.


Caso o país optasse por repor esses 5,134 bilhões de moedas, o custo seria de R$ 1,1 bilhão, já que a produção da maioria delas custa mais que o valor de face.


"É importante que as pessoas façam circular essas moedas", diz Altamir Lopes, diretor de Administração do BC.


"Guardar dinheiro em cofrinho é importantíssimo para a educação financeira, mas os pais devem levar os filhos para depositar esse dinheiro no banco, para que o poder de compra seja preservado."


Ao ano, essa "taxa de entesouramento", como o BC define o percentual de moedas fora da economia, é de 5% em média, número comparável ao de países como EUA e México.


Uma das moedas do México, que leva prata em sua composição, é uma das mais "entesouradas" do mundo, aponta Lopes: 19% de todas que são produzidas no país saem de circulação por ano.


O levantamento mostrou também que 30% das cédulas de real de menor valor (de R$ 2 e R$ 5) deveriam ser tiradas de circulação, por desgaste ou por estarem desenhadas ou mesmo rasgadas.


"Leve a nota desgastada à rede bancária para que os bancos possam promover o recolhimento ao BC para serem substituídas" diz Lopes.


Fonte: Folha de S.Paulo/Mercado