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Monotrilho e corredores de SP vão receber verba do PAC 2
25/04/2012

 

Linha 18-bronze, que ligará capital e ABC, é beneficiada por plano federal

 

R$ 22 bilhões serão distribuídos entre cidades com mais de 700 mil habitantes; 4 delas ficam no Estado

FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

Parte do dinheiro anunciado ontem pelo governo federal para obras de mobilidade urbana será usada na construção do monotrilho entre São Paulo e o ABC e em corredores de ônibus da capital.


Outros três projetos no Estado foram contemplados: os planos de mobilidade urbana das prefeituras de Campinas (a 93 km de SP) e Guarulhos e a ligação Leste-Oeste, de São Bernardo do Campo.


A linha de monotrilho que receberá verba é a 18-bronze (São Paulo-ABC). Já entre os corredores, estão listados o Capão Redondo/Campo Limpo/Vila Sônia, entre as zonas sul e oeste da cidade, e o Inajar de Souza, na zona norte.


VALORES


Segundo o Ministério das Cidades, os quatro municípios contemplados, entre eles a capital, terão R$ 1 bilhão.


O Estado receberá R$ 1,67 bilhão -o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participou do evento em que a presidente Dilma Rousseff anunciou os investimentos, em Brasília.


Serão R$ 22 bilhões, destinados a cidades com mais de 700 mil habitantes. Esse valor será somado à contrapartida de Estados e municípios para a realização das obras, totalizando R$ 32 bilhões.


O montante está previsto na segunda edição do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).


Dilma destacou a necessidade de construção de metrôs, mas reconheceu a dificuldade em fazer as obras.


"Hoje, governadores enfrentam imensas dificuldades para construir [o metrô] com a cidade em funcionamento", disse a presidente na cerimônia, no Palácio do Planalto.


A expectativa do governo é que 53 milhões de brasileiros sejam beneficiados com as obras selecionadas.


O ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades) disse que a questão da mobilidade é "um dos maiores problemas das grandes cidades brasileiras".


Diante de governadores e prefeitos, Dilma cobrou a necessidade de aliar as obras a modelos ambientalmente corretos, para "o desenvolvimento de cidades sustentáveis".


Fonte: Folha de S.Paulo/Cotidiano