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SP vai trocar toda a iluminação pública por lâmpadas de LED em cinco anos
07/12/2015

 

RODRIGO RUSSO
DE SÃO PAULO

Recentemente liberada pelo Tribunal de Contas do Município, a licitação para modernizar a iluminação pública de São Paulo deve ser concluída em breve: a abertura das propostas está marcada para o primeiro mês de 2016.

Trata-se de uma vultosa parceria público-privada que, em cinco anos, implementará em todas as 618 mil luminárias da cidade a tecnologia LED –que consome e polui menos e aumenta a sensação de segurança em relação às lâmpadas de vapor de sódio.

"A iluminação é um tema fundamental, e dialoga muito com o desejo do prefeito Fernando Haddad (PT) de que haja maior uso da cidade e dos espaços públicos, sem medo", afirma à Folha o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro.

A modernização proposta não se restringe apenas à troca da tecnologia nos postes. Será obrigatório instalar um sistema de telegestão, que permite o controle à distância e em tempo real da operação de toda a rede.

"Com isso, estamos trazendo a iluminação para o século 21", diz Luciano Rosito, gerente de desenvolvimento de negócios da Philips, uma das interessadas em celebrar o contrato de R$ 7 bilhões.

"Não tem sentido que a prefeitura precise esperar o cidadão ligar para informar que a lâmpada apagou, para então levar um dia para restabelecer o serviço", diz o secretário de Serviços.

Rodrigo Martins, presidente da GE Lighting para a América Latina, outra multinacional que examina o edital, destaca que a nova tecnologia deixa São Paulo pronta para se transformar no que urbanistas chamam de cidade inteligente –automatizando a gestão de serviços.

"Instalando luminárias com LED e sistema de telegestão, é como se concluíssemos a fundação de uma obra. Dali em diante, o terreno estará pronto para receber mais andares", compara Martins. A empresa já oferece tecnologias como a detecção de tiros e monitoramento de tráfego a partir dos pontos de luz.

Conforme o edital, será possível explorar tais serviços –que dependem de acordos com outros órgãos públicos–, e as receitas serão divididas com a prefeitura.

Esse passo, todavia, fica para o futuro: "A licitação responde a objetivos mais imediatos, como segurança urbana e economia de energia", diz Simão Pedro.

Folha de S. Paulo