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A nova esperança para a cura do câncer
29/12/2015

 


O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) deu início aos preparativos para a realização da pesquisa clínica que avaliará a segurança e a eficácia do uso da fosfoetanolamina sintética no tratamento contra o câncer. No dia 17, a Secretaria da Saúde do Estado anunciou o envio de protocolo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no qual solicita a autorização necessária para realizar os testes em humanos.


São Paulo será responsável pela condução dos testes clínicos com a fosfoetanolamina e o Icesp coordenará a pesquisa, que terá início no primeiro trimestre de 2016


Um pedido também foi entregue aos pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos responsáveis pelo desenvolvimento da substância, a fim de que eles concedam ao Estado as informações necessárias ao trabalho. Os investimentos serão de aproximadamente R$ 2 milhões.


De acordo com o diretor-geral do Icesp, o oncologista Paulo Hoff, a princípio, o estudo terá como foco a observação da segurança do uso da fosfoetanolamina como medicamento. “O projeto de pesquisa clínica foi desenhado sob a ótica de especialistas de alto conhecimento técnico. Nossa prioridade é a segurança dos pacientes, por isso, no primeiro momento, vamos avaliar com grande responsabilidade se a droga é segura e se há evidência de atividade. É  um processo extenso, que deve ser acompanhado com cautela”, informou.


Prevista para ter início no primeiro trimestre de 2016, a primeira etapa da pesquisa abrangerá a administração da substância, que será produzida pela Fundação para o Remédio Popular (Furp), a dez pacientes. Eles deverão receber doses nos níveis recomendados pelos cientistas de São Carlos e ficarão sob monitoramento contínuo de uma equipe multiprofissional do Icesp com grande experiência em testes clínicos. O estudo só terá continuidade caso a droga não apresente efeitos colaterais.


Estágios – Para a sequência da pesquisa, estão previstos estágios de inclusão gradual de pacientes. A seleção dos participantes terá como base critérios técnicos relacionados à obtenção das condições necessárias para a comprovação ou não da segurança e eficácia da droga. Os pacientes serão divididos em dez grupos de mesmo número, conforme os tipos de tumor: cabeça e pescoço, pulmão, mama, cólon e reto (intestino), colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado.


No primeiro estágio, haverá o acréscimo de 21 pacientes em cada grupo de testes, no segundo, de mais 20, e assim ocorrerá progressivamente, até que seja atingido o total de mil pessoas (cem para cada tipo de câncer). A evolução do estudo estará sempre condicionada à constatação da atividade da substância. Caso isso não ocorra ou surjam efeitos colaterais arriscados, as atividades cessarão.


A secretaria divulgará no início do próximo ano a forma de seleção dos pacientes. Os testes serão realizados no Hospital A.C. Camargo, da capital, Hospital do Câncer  de Barretos, Hospital Amaral Carvalho, de       Jaú, e no Icesp. A expectativa é que os primeiros esultados estejam disponíveis no


DOE, Executivo I, 29/12/2015, p. III