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Operação Detecta usa cinturão eletrônico para defesa do litoral
06/01/2016

 

A Secretaria Estadual da Segurança Pública lançou, no dia 23 de dezembro último, a quarta fase do sistema Detecta com a instalação de um “cinturão eletrônico” de videomonitoramento que cobrirá todo o litoral paulista, chegando ao Alto Tietê, na região de Mogi das Cruzes.

Essa etapa do Detecta é fruto da conexão de 480 câmeras/radares OCR (sigla em inglês para reconhecimento ótico de caracteres), que permitem verificar delitos como roubo e assalto a veículos. Além disso, haverá mais 2.181 câmeras de videomonitoramento em municípios e estradas da região coberta pelo sistema.

O cinturão que, segundo a secretaria, forma o maior anel de sistema de rastreamento da América Latina, entrou em funcionamento durante a Operação Verão 2015/2016. A tecnologia eletrônica reforça a segurança com 2.883 policiais militares em 16 municípios do litoral sul e litoral norte de São Paulo. As prefeituras locais também vão ajudar na execução dos trabalhos.

No total, incluindo os 16 municípios interligados ao monitoramento, 38 cidades também serão beneficiadas pelas operações do Detecta. O sistema recebe alertas em tempo real sobre roubos e furtos de veículos e outras situações suspeitas ocorridas em vias de todo o litoral e estradas que dão acesso às regiões. O Vale do Paraíba e Alto Tietê estão incluídos no cinturão eletrônico. A tecnologia possui amplitude que tem início na cidade de Iguape (extremo Sul do litoral paulista), passa pela Baixada Santista (videomonitoramento e OCR), litoral norte de São Paulo, cobre ainda Mogi das Cruzes, no Alto Tietê, e alcança o Vale do Paraíba (Taubaté, São José dos Campos e Campos do Jordão). As 2.661 câmeras estão interligadas não apenas ao Centro de Operações da PM (Copom), mas também aos batalhões, às delegacias seccionais e a todos os tablets das viaturas policiais.

O Detecta permitirá que os dados cheguem aos 2,8 mil novos tablets das viaturas, e ainda a todos os batalhões, delegacias, centros de comando e sedes de órgãos de segurança municipais, estaduais e federais, além dos celulares dos agentes de inteligência. O Governo paulista investiu R$ 10 milhões na aquisição dos tablets. A integração vai além dos recursos tecnológicos, porque as instituições de segurança também compartilham informações entre si.

Os agentes da Polícia Civil que atuam nos departamentos de Polícia Judiciária do Interior 1 e 6 (Vale do Paraíba e litoral norte e Baixada Santista e Vale do Ribeira) receberam treinamento para acessar as funcionalidades do Detecta.

Esta quarta fase do recurso tecnológico de câmeras beneficiará população fixa e flutuante de cerca de 3,7 milhões, formada por habitantes dos municípios do litoral sul e litoral norte e visitantes. Essa região praiana recebe muitos turistas durante a temporada de festas de fim de ano, férias escolares e carnaval, de dezembro a fevereiro.

Alarmes inteligentes – As regiões estão protegidas por videomonitoramento, o que permite observar os crimes em tempo real ao longo de todas as estradas atravessadas pelo circuito. Por exemplo, um carro roubado que saia do litoral será identificado pelos radares que irão disparar alertas por todo o trajeto que ele fizer nas vias monitoradas.

As câmeras equipadas com radar também reconhecem algumas situações suspeitas, como, por exemplo, veículo furtado, roubado ou envolvido em ação criminosa, proprietário de carro com mandado de prisão e dono de veículo com registro de desaparecimento.

Com este recurso, o Detecta dá aos policiais a condição de agir mais rapidamente no combate ao delito. Em resumo, ao atender a uma ocorrência, o policial que recebeu o alarme terá mais informações sobre a situação que vai encontrar. Para a Polícia Civil serve, principalmente, para apoiar as investigações.

DOE, Executivo I, 06/01/2016, p. I