Notícias

PNAD Contínua: desocupação vai a 9,0% no trimestre encerrado em outubro de 2015
15/01/2016

 

A taxa de desocupação no trimestre móvel encerrado em outubro de 2015 foi estimada em 9,0% para o Brasil, ficando acima da taxa do mesmo trimestre do ano anterior (6,6%) e superando, também, a do trimestre móvel encerrado em julho de 2015 (8,6%). A população desocupada (9,1 milhões de pessoas) cresceu 5,3% (mais 455 mil pessoas) em relação ao trimestre de maio a julho e subiu 38,3% (mais 2,5 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2014. Já a população ocupada (92,3 milhões de pessoas) ficou estável em ambas as comparações. O número de empregados com carteira assinada recuou 1,0% (menos 359 mil pessoas) frente ao trimestre encerrado em julho e caiu 3,2% (menos 1,2 milhão de pessoas) frente a igual trimestre de 2014. O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 1.895) ficou estável frente ao trimestre de maio a julho (R$ 1.907) e em relação ao mesmo trimestre de 2014 (R$ 1.914). A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos para o trimestre encerrado em outubro (R$ 169,6 bilhões) também não apresentou variação estatisticamente significativa em ambos os períodos de comparação. A publicação completa da PNAD Contínua pode ser acessada aqui.

Os indicadores da Pnad Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em outubro de 2015 foi calculada a partir das informações coletadas em agosto/2015, setembro/2015 e outubro/2015. Nas informações utilizadas para o cálculo dos indicadores para os trimestres móveis encerrados em outubro e setembro, por exemplo, existe um percentual de repetição de dados em torno de 66%. Essa repetição só deixa de existir após um intervalo de dois trimestres móveis. Mais informações sobre a metodologia da pesquisa estão disponíveis aqui.

No trimestre encerrado em outubro havia cerca de 9,1 milhões de pessoas desocupadas. Esta estimativa era 8,6 milhões no trimestre de maio a julho de 2015, apontando alta de 5,3% (455 mil pessoas a mais). No confronto com o mesmo trimestre do ano anterior, esta estimativa subiu 38,3% (2,5 milhões de pessoas a mais).

O número de pessoas ocupadas foi estimado em 92,3 milhões, não apresentando variação estatisticamente significativa quando comparada com o trimestre de maio a julho de 2015 e também frente ao mesmo trimestre de 2014.

Por posição na ocupação, frente ao trimestre de maio a julho de 2015, os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada apresentaram recuo de 1,0% em seu contingente (359 mil pessoas a menos). Na comparação com igual trimestre de 2014, a redução foi mais acentuada, -3,2% (1,2 milhão de pessoas a menos). Por outro lado, os empregadores e trabalhadores por conta própria registraram 5,7% e 4,2%, respectivamente, de acréscimo em seus contingentes, frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Na análise do contingente de ocupados segundo os grupamentos de atividade, em relação ao trimestre de maio a julho de 2015, ocorreu retração de 2,6% na indústria geral (336 mil pessoas). Frente ao trimestre de agosto a outubro de 2014, os grupamentos construção e agricultura não apresentaram variação estatisticamente significativa no contingente de ocupados. A indústria geral (-5,6%), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias profissionais e administrativas (-4,0%) e outros serviços (-4,0%) apresentaram redução; enquanto os grupamentos referentes ao comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (2,3%); transporte, armazenagem e correio (4,6%); alojamento e alimentação (4,7%); administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,6%) e serviços domésticos (3,3%) registraram alta.

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 1.895, mantendo estabilidade frente ao trimestre de maio a julho de 2015 (R$ 1.907) e ao mesmo trimestre do ano passado (R $ 1.914).

Frente ao mesmo período de 2014, o trabalhador doméstico e o conta própria apresentaram queda no rendimento (-2,4% e -5,2%, respectivamente). Todas as demais categorias de posição na ocupação mantiveram estabilidade em seus rendimentos.

A massa de rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimada em R$ 169,6 bilhões de reais, registrando estabilidade em relação ao trimestre de maio a julho de 2015 e frente ao mesmo trimestre de 2014.

Comunicação Social
15 de janeiro de 2016

www.ibge.gov.br