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São Paulo completa 462 anos de história
22/01/2016

 

Alguma coisa acontece no meu coração/ que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João... O verso de Caetano Veloso tornou a capital paulista mais conhecida dos brasileiros, mas a história começou, na verdade, há 462 anos, no dia 25 de janeiro. Um ano antes, os Padres José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, da Companhia de Jesus, subiram a Serra do Mar à procura de um local ideal para erguer o Colégio dos Jesuítas. Em 1554 é celebrada a primeira missa na colina e dois anos depois são erguidos uma igreja e o colégio.

O povoado que daria origem à cidade logo prosperou nas terras de clima temperado como o da Europa, solo fértil e água farta dos rios Tamanduateí e Anhangabaú. Para quem passar pela Praça da Sé, onde está fincado o marco zero da cidade, vale caminhar poucos metros e percorrer a região, conhecida, hoje, como Pátio do Colégio.

O cenário bucólico desapareceu com o empurrão do progresso, assim como sumiram os caminhos rústicos e as ruas arborizadas por onde transitavam tropas de burros e carros de bois. São Paulo é hoje palpitante e movimentada por centenas de imigrantes de todas as regiões do Brasil e do mundo, de indústrias, museus, restaurantes e centros financeiros (centro antigo, onde se situa a Bolsa de Valores, por exemplo; Avenida Paulista, avenidas Faria Lima e Luís Carlos Berrini).

Cultura – Atualmente, a cidade de São Paulo é uma grande metrópole com status de principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul. Seus pontos turísticos se destacam pela beleza e grandiosidade. Entre eles, o Museu de Arte Contemporânea, Pinacoteca, Museu Afro, Sala São Paulo, Museu da Imigração, Museu de Arte Sacra, o Memorial da América Latina e os caçulas Museu do Futebol e o Catavento Cultural, instituições vinculadas à Secretaria Estadual de Cultura, além das casas de cultura Mário de Andrade, Guilherme de Almeida e Casa das Rosas, versões que se assemelham a museus, embora promovam atividades de temáticas diferentes. Aí também podem ser incluídas estações do Metrô e da CPTM, onde ocorrem apresentações artísticas e mostras de arte.

Para quem não for viajar, a ordem é sair de casa e descobrir São Paulo nesse dia de apagar velinhas. Pode ser uma simples caminhada pelo centro velho que viu nascer o município, com direito a uma parada em frente à Catedral da Sé para apreciar, por exemplo, a Orquestra Filarmônica Bachiana, sob a batuta do maestro João Carlos Martins.

Histórias – De modo geral, o cardápio é variado, e traz novidades como a extensão da programação semana afora, como é o caso do Museu do Futebol, no Pacaembu, com atrações que vão de 26 a 31 de janeiro, todas gratuitas. Destaque para o futvôlei adaptado ao pebolim humano, no qual os visitantes, de olhos vendados, utilizam a bola de guizo para estimular os sentidos da audição e do tato. Além dos jogos educativos, há também oficinas de construção de pipa e paraquedas, contação de histórias e outras atividades destinadas a públicos de todas as idades e gostos.

O Museu apostou num revival de lazer, nos dias 23 e 24, das 10 às 17 horas, com piquenique e visita monitorada no Estádio Pacaembu e também brincadeiras de outros tempos, como amarelinha, corda, elástico e bolha de sabão. Para matar a saudade e transmitir às crianças um jeito saudável de brincar.

Diversos jogos educativos estarão disponíveis para a criançada. Só para citar alguns, o Pakayemby é composto por dois quebra-cabeças em grande escala que reproduzem a planta do estádio nas décadas de 1930 e 1990. A atividade propõe uma discussão sobre as transformações sofridas pelo estádio e pelo bairro, estimulando o raciocínio lógico-espacial e a coordenação motora. O jogo educativo Mundo das Copas promete aguçar a mente ao utilizar números curiosos referentes às Copas do Mundo para compreender a dimensão desse evento que une povos em jogos englobando seleções de futebol apontadas como as melhores. Escalação de botão, Artilheiro adaptado, Golbol, além de palestras e discussões, engrossam a lista de atividades no Museu do Futebol.

DOE, Executivo I, 22/01/2016, p. I