Notícias

OMS lança plano de US$ 56 milhões para combater epidemia de zika
17/02/2016

 

DE SÃO PAULO

A OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou nesta terça-feira (16) um plano estratégico global no valor de US$ 56 milhões –em torno de 225 milhões de reais– para combater a epidemia de zika, a microcefalia (má-formação no cérebro de bebês) e as condições neurológicas associadas ao vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Intitulado de "Plano de Arcabouço para Reação Estratégica e Operações Conjuntas", a OMS pretende investir esse montante até junho deste ano. Do total, 25 milhões seriam financiados pela organização em conjunto com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e o restante por parceiros chave.

O objetivo do plano é mobilizar e coordenar parceiros, peritos e recursos para ajudar países a incrementar a vigilância da zika e dos distúrbios que possam estar ligados ao vírus, aumentar o controle vetorial, comunicar efetivamente os riscos, tomar medidas de orientação e proteção, prover assistência médica aos afetados e estabelecer um processo rápido de pesquisa e desenvolvimento de vacinas, diagnósticos e terapias.

A diretora da OMS, Margaret Chan, diz que a "situação da zika é particularmente grave por causa do potencial de propagação internacional, dada a ampla distribuição geográfica distribuição do mosquito vetor, a falta de imunidade da população em áreas recém-afetadas, e a ausência de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápido".

Com base em recomendações do Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional, a OMS declarou no dia 1° de fevereiro que os casos crescentes de distúrbios neonatais e neurológicos, em meio ao crescente surto da zika nas Américas, constituem uma emergência de saúde pública de importância internacional.

A partir de 12 de fevereiro, segundo a organização, 39 países relataram a circulação autóctone (ocorrida dentro do território nacional e não em pessoas que viajaram para o exterior) de vírus da zika. Também foram registrados casos importados nos Estados Unidos, na Europa, e em países não endêmicos da Ásia e do Pacífico.

Folha de S. Paulo